Moradores de rua
Dados do  Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), estimam que de 2012 até março deste ano, a população de moradores de rua seria de 221.869 pessoas, um aumento de 140%.
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Fernandomoradorderua
Morador de rua na Consolação, centro de São Paulo | Foto: Aria Park
Fernandomoradorderua
Morador de rua na Consolação, centro de São Paulo | Foto: Aria Park

Os viadutos de todo país estão tomados por pessoas em situação de rua. Alguns protegidos por barracas, outros dormindo em colchões velhos ou mesmo um simples pedaço de papelão. E o cenário tende a piorar cada dia mais.

A pandemia de COVID-19 não trouxe apenas uma das maiores crises de saúde do século, como também aprofundou a crise econômica mundial e elevou o percentual de pessoas em situação de extrema pobreza em todo o mundo.

O cenário no Brasil não é novidade, desde 2015 o número de pessoas em situação de extrema pobreza só aumenta. A crise causada pela pandemia acentuou esse processo.

Nacionalmente, dados do  Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), estimam que de 2012 até março deste ano, a população de moradores de rua seria de 221.869 pessoas, um aumento de 140%. Os números podem ser muito maiores porque não incluem dados do período da pandemia e o IPEA considerou em sua pesquisa apenas cidadãos cadastrados em programas sociais.

Em recente estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), foi apontado que a quantidade de pessoas vivendo em situação de pobreza cresceu em mais de 8,6 milhões de pessoas. Já a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de outubro deste ano, mostrou que os 10% de brasileiros mais pobres possuíam renda domiciliar per capita de meros R$31,69 por mês no período da pesquisa, excluído o valor do auxílio emergencial (que já foi reduzido à época da pesquisa). Esses dados demonstram que a população mal tem o suficiente para prover o necessário para subsistência quem dirá manter moradia.

São vários fatores que levam as pessoas a morarem nas ruas: conflitos familiares, perda de trabalho e moradia, consumo de drogas. Contudo algo é claro, o aumento generalizado da pobreza da população e a falta de políticas públicas de amparo e garantia de direitos são os responsáveis diretos pela permanência dessas pessoas nas ruas.

E não bastam apenas criação de abrigos e serviços de acolhimentos públicos. Sem uma política consistente de saúde, educação, geração de empregos e assistência social, esses abrigos tornam-se apenas depósitos de moradores de rua, onde a realidade é escondida temporariamente, enquanto cidadãos brasileiros morrem à míngua.

É emblemático notar que os números da miséria, da fome, da indigência só aumentaram desde o golpe de 2015. Demonstram que a única preocupação dos golpistas sempre foi o próprio bolso e o bolso dos setores da burguesia que eles representam, o número de brasileiros que irão sofrer enquanto os lucros dos setores que patrocinaram aumentam nunca foram uma preocupação.

A única saída para crise econômica, a única alternativa a indigência certa do trabalhador é a organização popular, a luta contra os golpistas e o regime fascista que eles instauraram no país. Enquanto Bolsonaro e os golpistas controlarem esse país a pobreza só irá aumentar, o desrespeito aos direitos do cidadão só irá aumentar. Não existe alternativa ao brasileiro senão a luta.

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