Capitalismo em crise
O monopólio Globo de rede de televisão, chegou ao absurdo de explorar seus funcionários, fazendo com que eles abram suas casas para virar cenários de séries de TV e teatro
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Rede Globo no Morumbi | Foto: Gh0stman

A rede de televisão Globo, aproveita a pandemia para explorar atores que abrem suas casas para virar cenários de séries de TV e teatro gravadas remotamente. Os funcionários que estão isolados de palcos e sets, estão sendo usados pela emissora para de fato realizar as cenas de seus roteiros nas suas próprias casas na Zona Sul, onde vivem. As salas e quartos foram adaptados, paredes e portas foram pintadas, a mobília mudou de lugar e receberam equipamentos diferentes da rotina do lar que eram acostumados a vivenciar antes. Tudo para dar vida a personagens de séries de TV e peças filmadas e interpretadas remotamente.

A atriz conta que Luisa Arraes conta que: “a equipe enviou todos os equipamentos de luz e câmeras, além de objetos, e montamos o cenário. Tudo foi transformado. Eles foram nos guiando pelo computador”. Tudo isso para ela e o namorado, o ator Caio Blat, darem vida ao casal Teresa e Manoel no episódio “A beleza salvará o mundo”, da série “Amor e sorte”. O casal de atores também contam que. profissionalmente, além da adaptação para trabalhar com uma equipe dando as coordenadas de longe, eles tiveram que aprender sobre atividades que não exercem, como câmera, luz, cenografia e figurino.

Isso mostra o cúmulo que chegou a exploração dos grandes monopólios, ou seja, os atores, mesmo que sendo bem de vida, estão fazendo trabalho que outros deveriam estar sendo bem pagos para fazer. Assim a empresa economiza, não precisando pagar profissionais especializados, aumentando a carga de trabalho de seus funcionários sem tirar um real a mais de seus cofres. Um exemplo é o ator Caio Caio Blat que conta que cada um tomou para si a área com a qual tinha maior afinidade. Ela, sua namorada, cuidou da edição, dos arquivos e dos vídeos e ele, da arte, da arquitetura e da decoração.

“Foi bem divertido. Ao mesmo tempo, deu a sensação de que tirava a privacidade, porque a casa ficava maquiada. Não mudamos nada durante as gravações; então, às vezes íamos tomar um café e não tinha onde pôr o prato, era a casa do Manoel e da Teresa. Mesmo com um pouco de caos, essa gravação nos motivou e ocupou na quarentena. Foi um aprendizado de muitos significados” , diz o ator, que apesar de dizer que pode ter sido um “aprendizado”, mostra muito bem o quanto incomodou sua privacidade e desgastou o casal.

Outro exemplo é do ator Bruno Mazzeo, onde fala que: “A grande diferença durante a gravação é que não havia mais aqueles cantinhos da casa, sabe? Mas a gente acaba se acostumando. Estranhei quando tudo saiu, achei a casa vazia. Compramos até um sofá novo”. Também o ator Richard Riguetti, protagonista da peça “Paulo Freire, o andarilho da utopia”, que descreve a nova formatação do cômodo de sua casa como: “Uma sala de não estar mais”. Ou seja, os grandes monopólios capitalistas aproveitam todas as oportunidades para passar os prejuízos nas mãos dos funcionários, mostrando o quanto esse sistema está falido.

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