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Jean Luc Godard, grande expoente do cinema vanguardista francês, ícone da Nouvelle Vague, um espécie do anti-herói, que  junto com sua arte se opões as convenções, tradições, regras e normas. É o que fez da sua arte algo tão emblemático.

Para manter sua tradição da total falta de tradição, Godard não compareceu, para apresentar seu filme “Le livre d’image”, em Cannes. Mas concedeu uma entrevista um tanto peculiar, mas original ao telefone, Via face time.

“Acredito que o cinema, tal qual eu o concebo, é como uma pequena Catalunha que tem problemas para existir”, declarou Godard.

O diretor fez uma referencia `expressão “homenagem à Catalunha” que aparece em seu filme, uma sucessão de imagens que evocam, sobretudo, o mundo árabe e a guerra.

O sempre inovador e questionador, não poderia deixar de ter seu filme, um síntese de imagens, classificado para concorrer em Cannes. Sua seleção este ano no Festival é especialmente simbólica, 50 anos depois de ter-se colocado à frente de uma ação de protesto até conseguir interromper a competição, como mostra de solidariedade com o movimento estudantil e operário em Maio de 1968.

O diretor afirma durante a entrevista que seu novo filme é uma insinuação a obra de George Well, e a fatos que aconteceram recentemente na Catalunha que desencadearam enormes ondas de protestos.

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