STF censurando
Após apoio ao golpe de 2016 e prisão de Lula, STF segue cabalmente a agenda golpista para favorecer a direita nas próximas eleições
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Supremo Tribunal Federal (STF) | Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebon
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Supremo Tribunal Federal (STF) | Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebon

O Supremo Tribunal Federal (STF), mais uma vez mostra de forma clara, a quem realmente serve.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio de Mello, mantém a decisão do juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, da 32ª Vara Cível do Rio de Janeiro, de retirada da internet de 11 matérias do site Jornal GGN, feitas pelos jornalistas Luis Nassif e Patricia Faerman.
Na série de matérias, os jornalistas denunciam que a Prefeitura fez uma licitação direcionada para favorecer uma empresa controlada pelo banco BTG. As reportagens foram usadas pelo Ministério Público de São Paulo em ação que tem por objetivo anular a licitação. Sem mencionar as denúncias que o veículo fez ao mesmo grupo – BTG – com o título: “A Estranha Venda de Créditos Podres do Banco do Brasil ao BTG Pactual – também censurado – onde se apresentava o caso da venda de carteiras de crédito pelo Banco do Brasil, no valor de R$ 2,9 bilhões, na maior parte de perdas, a um fundo administrado pelo banco BTG Pactual, fundado nos anos 1980 pelo atual ministro do governo Bolsonaro, Paulo Guedes.
O magistrado do Rio de Janeiro, porém, considerou que as reportagens seriam parte de uma campanha de desmoralização, capaz de “causar dano à honra objetiva do banco e que transborda os limites da liberdade de expressão.” Que honra?
Realizar uma matéria, onde informa que Prefeitura de SP fez uma licitação direcionada para favorecer uma empresa controlada pelo banco BTG e, a venda de uma carteira de crédito do Banco do Brasil para o banco BTG Pactual por apenas 10% do valor, é ferir a hora de alguém, e “transbordar os limites da liberdade de expressão”?
Perguntar não ofende.
Procurado pela coluna do UOL, o BTG Pactual respondeu em nota que “após inúmeras publicações mentirosas e difamatórias” a respeito da empresa, “sem qualquer direito de resposta ou abertura para esclarecimento dos fatos”, o banco foi à Justiça para “evitar a perpetuação do comportamento criminoso do Jornal GGN”.
O BTG Pactual tem ao seu dispor, todo o aparato possível de comunicação, inclusive o estatal por meio de Mr. Guedes, mais toda a mídia burguesa para lhe dar direito de resposta. O banco alega ser uma calúnia o que sofre, mas não responde nenhuma das denúncias.
A empresa afirma defender a liberdade de imprensa e contribuir com diversas iniciativas “para fomentar o desenvolvimento do jornalismo sério e responsável”, e que o veículo “há anos publica conteúdos levianos e sem base concreta de provas, com o único intuito de desmoralizar o BTG Pactual”. Defende a “liberdade de expressão” de matérias que não denunciam às suas práticas deletérias, a partir do momento que o veículo de comunicação expõem a podridão desses parasitas, o termo que os mesmos agora usam é “transbordar os limites da liberdade de expressão”.
Nassif questiona: “Se não posso criticar negócios de algum grupo poderoso porque vou ser condenado, pra onde vai a democracia?” “Isso é censura”.
E conclui: “Entraram com ação no Rio, porque se entrassem aqui em São Paulo o tribunal ia saber que o MP tinha acolhido as denúncias”
Vamos lembrar quem é um do fundadores do BTG Pactual:
Sr. Paulo Guedes, que é o atual ministro da economia. O mesmo fez parte da equipe econômica de ninguém mais que Augusto Pinochet, um ditador, torturador, ladrão e assassino, que governou o Chile entre 1973 a 1990. Guedes foi um dos responsáveis pela implementação da desastrosa política econômica ultraliberal que hoje destrói o Chile e, agora quer implementar essa mesma política no Brasil, mas não se contenta apenas com isso, precisa assaltar o povo na maior cara de pau e absolutamente ninguém pode questioná-lo, ou questionar a sua empresa sobre essas operações vergonhosas, com a desculpa esfarrapada de “ transbordar os limites da liberdade de expressão” e tudo isso, com o endosso do nosso judiciário, que tem legislado, ao invés de executar as leis que constam na carta magna do nosso país.
Está bem claro, que tudo isso não passa de um esquema político, para salvaguardar a direita e evidenciando para quem é minimamente inteligente, que as eleições de 2020 será a maior farsa de toda a história republicana desta nação.
Diversos ataques hackers tem sido desferidos a vários grupos de comunicação de esquerda e, como não conseguem fazer isso em todos os veículos que denunciam essas aberrações praticadas por essa direita golpista, o judiciário como um bom capacho dessa burguesia parasita, tem entrado em ação para desferir esse golpe mortal à liberdade de expressão, uma vez que a internet tem sido um excelente difusor de denúncias, contra esse atual desgoverno e esse putrefato sistema capitalista.
O STF deu aval para o golpe de 2016 e para a prisão de Lula, é uma instituição golpista, antidemocrática e envolvida até a medula com o desgoverno do sr. Jair Messias Bolsonaro.
A esquerda precisa se unir com toda a força para derrubar esse atual sistema, pois é uma loucura achar que vai conseguir alguma coisa através desse judiciário, que está a serviço do esquema de cartas marcadas que será as eleições de 2020.

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