Escolas
Descaso das Secretarias Municipais de Saúde e Educação coloca em risco professores, alunos e suas famílias no retorno as aulas
VIGÍLIA PELA VIDA E NÃO À VOLTA DAS AULAS PRESENCIAIS 


Nesta sexta-feira 28, às 17h, na Praça da República, centro da capital, a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) realizará um ato ecumênico contra o retorno das aulas presenciais e em defesa da vida!


Fotos: Elineudo Meira / @fotografia.75
Não é possível o retorno presencial sem os devidos cuidados | arquivo DCO
VIGÍLIA PELA VIDA E NÃO À VOLTA DAS AULAS PRESENCIAIS 


Nesta sexta-feira 28, às 17h, na Praça da República, centro da capital, a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) realizará um ato ecumênico contra o retorno das aulas presenciais e em defesa da vida!


Fotos: Elineudo Meira / @fotografia.75
Não é possível o retorno presencial sem os devidos cuidados | arquivo DCO

O presidente do SINPEEM (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo), Claudio Fonseca, informou na última quinta-feira, que pelo menos 12 escolas da rede municipal irão receber alunos e funcionários no próximo dia 15 de fevereiro sem equipes de limpeza e com falta de material de higiene.

A ausência destes profissionais nas escolas é justificada pela Secretaria Municipal de Saúde devido ao fim dos contratos com prestadoras de serviço terceirizadas. Em nota, a Secretaria afirmou que um novo contrato será assinado, mas não informou quando nem quantas escolas estão prejudicadas.

Procurada, a Secretaria Municipal de Educação, também não informou quando a situação da limpeza nas escolas será normalizada, apenas disse que a “expectativa” é que os contratos sejam assinados até dia 15 de fevereiro.
Esse poderia ser considerado só mais um caso de descuido do Estado para com a rede pública de ensino se não estivéssemos diante da pandemia de COVID-19. O “lapso” na organização pública de saúde e ensino, reflete o descaso e a total despreocupação para com professores, alunos e suas famílias.

A professora de uma das escolas afetadas, disse estar preocupada com o risco que ela e seus alunos estarão expostos a partir de segunda-feira. Segundo a coordenação de uma das escolas, os contratos com as terceirizadas não eram responsáveis apenas pelos funcionários, mas também por todos os equipamentos e produtos de higiene das escolas; nos banheiros, por exemplo, não há mais saboneteiras ou sabonetes. “Como poderemos seguir os protocolos e pedir para os alunos lavarem as mãos se não há sabonete?” desabafou o coordenador.

Para a professora Anna Helena Altenfelder, presidente do CENPEC (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária), o poder público não se planejou para o retorno presencial das escolas. A rede municipal dispensou alunos e funcionários desde o dia 16 de março de 2020, e em quase um ano, a prefeitura não se mobilizou para proteger a saúde da comunidade escolar. Segundo apuração, pelo menos 46 escolas estão sem equipe de limpeza, e a previsão é de que as aulas sejam retomadas sem os devidos cuidados.

Ou seja, mesmo com o avanço da pandemia, que já matou mais de 55 mil pessoas no estado de São Paulo, a falta de vacina, os governantes também estão deixando as escolas sem qualquer condição mínima de higiene, mostrando que não há nenhuma preocupação com a saúde dos professores, funcionários, crianças, jovens e da população em geral.

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