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Rio de Janeiro - Mães e familiares de jovens negros mortos por policiais protestam contra a violência com ativistas da Anistia Internacional em frente à Igreja da Candelária (Fernando Frazão/Agência Brasil)
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No período que segue entre 2006 e 2016 verifica-se um aumento na taxa de homicídios. Esta cresceu 14,0%, passando de 26,6 homicídios por 100 mil habitantes para 30,3 por 100 mil habitantes, os dados constam no Atlas da violência 2018. Analisando mais detalhadamente, estes números dão-nos mais subsídios para compreensão do apartheid a moda brasileiras que vigora nestas terras.

Sobre uma separação racial, os número  falam mais. Com a divisão desta população em negros (negros e pardos) e não negros obtemos resultados reveladores. A taxa de homicídios contra os negros no Brasil cresceu 23,1% neste período. Contra os não negros recuou 6,8%. A taxa de homicídios de negros saltou de 32,7 por 100 mil a habitantes em 2006 para 40,2, tendo obtido maior aumento entre 2015 e 2016, período de desenvolvimento e efetivação do golpe de Estado.

Exceto alguns Estados onde a taxa diminuiu, como São Paulo e Rio de Janeiro, dentre outros, conservando, no entanto, na maioria dos casos, ainda taxas altas, verificou-se aumento na maioria dos Estados brasileiros. Destaque para Rio Grande do Norte, com um aumento 321,1%, chegando a uma taxa de 70,5 negros mortos por 100 mil habitantes. Sergipe com aumento de 172% e uma taxa de 79,0, a taxa de não negros em Alagoas por exemplo é de 4.1.

No extremo oposto, Rio Grande do Sul verificou-se um aumento de 93%, com uma taxa de 36,8. No Norte do país, no Amazonas o aumento foi de 91%. Ou seja, a matança de negros é prática generalizada no país. E há que se notar que parte substância destas mortes e praticada diretamente pelo aparelho repressivo do Estado. Uma pesquisa de 2015-2016 do Anuário Brasileiro de segurança Pública demonstrou que pelo menos 76,2 % das vítimas fatais da Polícia são negras.  

Disso tudo decorre uma conclusão evidente, a saber: o negro brasileiro constitui uma espécie de “nacionalidade”, cuja unificação se dá pela cor, que é oprimida e superexplorada pelo Estado nacional e pelos capitalistas brasileiros e internacionais que aqui atuam. Essa imensa população foi impedida de incorporar-se plenamente à sociedade, como cidadão pleno, sendo forçada  a permanecer em uma situação de inferioridade social, sendo a base da pirâmide social brasileira.

A repressão contra o negro é parte fundamental da dominação  da burguesia contra todo o povo brasileiro. Deixando todo um setor do mercado de trabalho exclusivo a pequena burguesia Branca e condenando uma massa gigantesca de pessoas a Miséria, precariedade e ao baixo salário, burguesia pode controlar completamente o Estado brasileiro para atender exclusivamente seus interesses. O golpe de Estado relaciona-se indissoluvelmente com isso, ou seja visa aumentar ainda mais a opressão e opressão exploração contra o negro em primeiro lugar e contra todos os trabalhadores.

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