Genocidas de Israel virão à posse de Bolsonaro para parabenizá-lo

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O Primeiro-Ministro de Israel Benjamin (Bibi) Netanyahu promete que virá ao Brasil assistir à cerimônia de inauguração do regime Bolsonaro segundo noticiou o jornal Folha de S. Paulo. De acordo com o jornal o anúncio foi feito durante uma conversa telefônica entre os dois personagens testemunhada pelo embaixador de Israel no Brasil, Yossif Shelley, que acrescentou ter sentido haver “rolado’ uma química entre os dois.

O ineditismo da visita de um chefe de governo israelense ao Brasil dá uma ideia da importância dada e da simpatia que o regime sionista devota ao chefe do regime que em breve estará no poder. De fato a semelhança entre o comportamento de um e de outro é muito grande com vantagem para o líder sionista que durante seu longo governo (nove anos) tem tido a oportunidade de pôr em prática o que lhe vai à cabeça. Talvez não seja apenas coincidência que Bibi estimule colonos sionistas a cometerem violências contra palestinos e Bolsonaro incentive seus apoiadores a cometerem crimes contra aqueles que não os agradam. A ignorantocracia também é patrimônio comum dos dois personagens eis que é desconhecida qualquer tirada de brilhantismo intelectual ou de grandeza moral de qualquer um deles. Apenas estão registrados incitamentos aos instintos de selvageria e da sua prática no caso de Bibi Netanyahu. A aproximação entre as duas personagens não surpreende dados os gestos de simpatia de Bolsononaro dirigidos à entidade sionista principalmente após a sua “conversão” à igreja evangélica. Também cabe lembrar que a submissão aos desígnios da entidade sionista é um apêndice da submissão ao imperialismo ianque tendo em vista a intrincada relação entre os dois.

Netanyahu é de extrema-direita e líder de um estado ditatorial que se age ao arrepio das leis internacionais, que não deveria existir, que massacra o povo palestino todos os dias, tortura, assassina, deixa morrer de fome milhares de crianças, mulheres e ativistas. Bolsonaro promete transferir a embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém em desafio às leis internacionais. Quanto a este assunto é bom lembrar que o governo do Paraguai fez essa provocação mas voltou atrás apenas algumas semanas depois, não se sabe muito bem por quê. Além de sua atitude pró entidade sionista Bolsonaro acena com hostilidade ao povo palestino ao prometer fechar a embaixada da Palestina no Brasil. Um dado que não deve ser perdido de vista é que Israel é, desde há longuíssimo tempo, grande fornecedor para o Brasil de equipamento militar (testado na repressão aos palestinos) para repressão de civis (aquele utilizado pelas Polícias Militares para reprimir manifestações populares).

A ofensiva de servilismo, obscurantismo, ignorância e imprudência na arena internacional cobrirá o Brasil de vergonha e poderá ter seu marco inicial simbólico na visita que o carniceiro Bibi fará a Bolsonaro.