Peça-chave do imperialismo
Democrata tem um histórico marcado por prisões, golpes, assédios sexuais, massacres e muito, muito sangue nas mãos
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Democratic U.S. presidential nominee Joe Biden smiles as he speaks about the results of the 2020 U.S. presidential election during an appearance in Wilmington, Delaware, U.S., November 4, 2020. REUTERS/Kevin Lamarque     TPX IMAGES OF THE DAY
Joe Biden, palhaço assassino do imperialismo | Foto: Kevin Lamarque/Reuters

“Vidas negras importam”, “meu corpo, minhas escolhas”, “salvem as crianças”, “não à guerra”, “fascistas não passarão”! Essas e tantas outras palavras de ordem são comumente vistas nos protestos em que a esquerda norte-americana se faz presente. Esquerda essa que, por meio de uma complexa e fraudulenta operação do imperialismo, acabou declarando seu apoio ao candidato democrata Joe Biden. No entanto, cabe a pergunta: qual dessas palavras de ordem são verdadeiramente defendidas por Biden? Absolutamente nenhuma.

Joe Biden não é um defensor dos negros, mas sim um dos maiores responsáveis pelo esmagamento do povo negro pelo Estado. Biden também não defende a liberdade sexual das mulheres, mas sim a “liberdade” de sua mão passar por todas as curvas femininas que lhe der vontade. O democrata tampouco se importa com as crianças, já que incentivou que os filhos de imigrantes fossem separados de seus pais. De pacifista, Biden passa longe, pois organizou uma quantidade inimaginável de guerras. Com tamanha ficha corrida, não é necessário discutir se o democrata é ou não fascista.

No artigo presente, este diário se dedicará a tratar dos crimes de Joe Biden. Uma tarefa pretensiosa, que só poderá ser cumprida parcialmente. Agora que o democrata estará em evidência, sabe-se lá a quantidade de lama que virá à tona. Humildemente, pedimos desculpas antecipadas ao leitor, no caso de nossa ficha faltar com algum crime. Mas não há motivo para preocupação, pois haverá novas oportunidades para incluí-lo: este diário sempre estará a serviço da luta do movimento operário para desmascarar os farsantes que procuram subjugá-lo aos seus próprios interesses.

Liberdade de imprensa apenas para os amigos

Joe Biden cercado por jornalistas. Foto: Tasos Katopodis/Getty Images

Nos últimos dias, durante um pronunciamento oficial, enquanto Donald Trump denunciava a fraude das eleições presidenciais, a imprensa interrompeu a gravação e se recusou a continuar transmitindo sua fala. Ao mesmo tempo, todas as grandes empresas de redes sociais sabotaram o presidente norte-americano, apagando mensagens, ameaçando de banimento e advertindo seus usuários para possíveis “notícias falsas”. O imperialismo, nessas eleições, mostrou como é “democrático”: se algum candidato com chances reais de se opor aos seus interesses vai falar, os monopólios cortarão seu microfone.

Se o imperialismo age dessa maneira para censurar os chefes de Estado que entram em contradição com seus interesses, também utiliza os próprios governos para censurar seus inimigos políticos. Durante o governo Bush, que era profundamente direitista e pró-imperialista, dois jornalistas foram presos. Já durante o governo Barack Obama, nada menos que 9 jornalistas foram presos, além de outros 8 que foram denunciados. No governo de Trump, estabelecido em meio a uma enorme crise do regime, apenas um jornalista foi preso.

No fim das contas, o governo Obama foi 800% mais repressivo do que o governo Trump no que diz respeito ao tratamento com a imprensa. E onde entra Joe Biden nisso? O democrata era o vice-presidente da República durante o governo Obama, e era um dos principais responsáveis pela “inteligência” e pela repressão do governo.

Saúde também somente para os amigos

Protesto contra sistema de saúde de Barack Obama. Foto: Mandel Ngan/AFP/Getty Images

Joe Biden foi um dos principais mentores do sistema de saúde implementado durante o governo Obama, que viria a ser apelidado de Obamacare. Esse sistema, que foi implementado em 2010, acabou por destruir de vez a saúde pública nos Estados Unidos, que já era um verdadeiro desastre. O país tem uma parcela gigantesca de pessoas na miséria, e não tem acesso algum à saúde.

Com o Obamacare, os Estados Unidos permaneceram sem um sistema público de saúde, como existe no Brasil, apesar de toda a sabotagem da direita. A única diferença é que o programa, em tese, facilitaria que as pessoas tivessem acesso a planos de saúde. Cerca de 16 milhões passaram a aderir a um plano de saúde após a implementação do programa, que estabelece algumas limitações de taxas e obriga os planos a aceitarem até mesmo os clientes avaliados como “caros” para os capitalistas.

Apesar dessas supostas facilidades, os preços dos planos de saúde continuam crescendo e ficando cada vez mais distantes do rendimento médio da população. E mais: com a aprovação do Obamacare, se um norte-americano não aderir a um plano de saúde, ele poderá ser multado!

O sistema de saúde de Joe Biden e Barack Obama já matou uma quantidade incalculável de pessoas, além de endividar as famílias e afundar os trabalhadores em condições ainda piores de vida.

Crianças separadas das mães

Crianças protestam contra política de imigração do governo de Barack Obama. Foto: AP Photo/Jose Luis Magana

Uma das principais campanhas que o imperialismo fez contra Donald Trump nessas eleições foi a de que o presidente norte-americano seria “mau” por enjaular crianças filhas de imigrantes. De fato, é uma barbaridade, mas não é nenhum pouco diferente do que os governos democratas vinham fazendo.

A política de Barack Obama e Joe Biden era tão criminosa que seu governo foi marcado por vários protestos de crianças que exigiam que suas mães não fossem deportadas. Em 20016, Biden culpou o México pela imigração e pelo consumo de drogas nos Estados Unidos — mesma posição da extrema-direita. No mesmo ano, votou “sim” pela construção de uma cerca na fronteira com o México.

Em 2014, durante o segundo governo de Obama e Biden, nada menos que 40 cidades registraram protestos contra a política criminosa em relação à imigração. Muitos deles foram protagonizados por crianças.

Racista, sim

Negros presos nos Estados Unidos. Foto: Patrick Breen/AP

Uma das chantagens mais utilizadas pelo imperialismo para eleger Joe Biden foi a luta contra o racismo. Trata-se, contudo, de uma falácia vergonhosa: no que é fundamental, Joe Biden é mais racista que Donald Trump.

Em pelo menos duas oportunidades, Biden se revelou um racista. Uma delas ocorreu em 2017, quando se referia a Barack Obama: “é a primeira vez que temos um afro-americano popular que é articulado, brilhante, limpo e um cara bonito”. A segunda, ainda mais bizarra, aconteceu em 1988, ao visitar uma escola: “crianças pobres são tão talentosas quanto crianças brancas”.

Esse, contudo, é o aspecto mais secundário de seu racismo. Biden contribuiu para a morte, a prisão e a ruína de uma quantidade incalculável de negros. Agindo como um verdadeiro Sérgio Moro, foi um dos principais propagandistas de leis para endurecer a repressão e aumentar o encarceramento. A comparação com Moro, inclusive, só é devida até certo ponto: o estrago que o “Pacote Anticrime” e as “10 medidas contra a corrupção” causaram é mínima em comparação com as leis defendidas por Biden. A principal delas ficou conhecida como “Lei de Controle de Crimes Violentos e Aplicação da Lei”, foi elaborada por Biden e assinada pelo então presidente Bill Clinton em 1994. A lei de Biden incluía, entre outras coisas, verba para acrescentar 100 mil policiais às ruas e US$3 bilhões para a construção de presídios. O resultado é desastroso: os Estados Unidos hoje têm uma população carcerária gigantesca, da qual os negros são o grupo mais atingido.

Em números, pode-se como é reacionária as políticas que favorecem o encarceramento e a repressão. Nos Estados Unidos, segundo dados de 2016, mais de 2,3 milhões de pessoas estão presas. Dessas, 40% é composta por negros e 19% composta por latinos. É preciso, contudo, fazer uma ressalva: os negros não são maioria, como são no Brasil. Nos Estados Unidos, correspondem a apenas 13% da população, contra 16% de latinos.

No gráfico abaixo, vê-se como o encarceramento cresceu de maneira espantosa após a lei.

Joe “Stroessner” Biden

Joe Biden flagrado assediando uma criança. Foto: Reprodução

Joe Biden é apresentado pela esquerda pequeno-burguesa quase como uma figura sobrenatural, tamanha a sua decência e civilidade. Mas isso está bastante longe da realidade. Do ponto de vista de sua política, como estamos demonstrando, Biden é tão bárbaro quanto um fascista que abria as cabeças dos seus inimigos com um pedaço de pau. Contudo, não é só a sua política que é suja: uma série de eventos mostram que, no final das contas, Biden não é tão “elegante” assim. É, além de um genocida, a expressão perfeita do esgoto humano que é a sociedade capitalista.

Nesse sentido, Joe Biden não deve ser visto como um grande democrata, mas sim como um ditador sanguinário com episódios escatológicos. Algo como o fascista paraguaio Alfred Stroessner, que, além de impor uma política de destruição do próprio país e matar, torturar e perseguir milhares de pessoas, era uma figura desprezível em todos os aspectos possíveis da vida humana: um pedófilo, estuprador, contrabandista, nazista e corrupto.

Embora haja todo um esforço da imprensa capitalista de esconder a sujeira de Biden para debaixo do tapete, é possível, por meio de uma rápida busca, descobrir quem é, de fato, o candidato apoiado pela esquerda pequeno-burguesa nos Estados Unidos. Biden, em primeiro lugar, tem uma espécie de compulsão por plágios, tendo plagiado um artigo enquanto estudava direito e plagiado (pasmem) um discurso em campanha eleitoral de 1987. Algo parecido com o plágio de Roberto Alvim, ex-secretário do governo Bolsonaro, que copiou o discurso de Joseph Goebbels.

A mesma esquerda pequeno-burguesa que fez campanha para Joe Biden se escandaliza com os escândalos de corrupção da família Bolsonaro que são publicados na imprensa golpista. Por que, então, não se escandalizar com o caso entre Biden, seu filho e o governo ucraniano? Conforme divulgado pela campanha do próprio Donald Trump e comprovada por meio de uma mensagem de e-mail, Biden, na época em que era vice-presidente, teria feito com que um promotor ucraniano fosse destituído do cargo. O objetivo? Evitar que a companhia de gás ucraniana Burisma fosse processada por corrupção, já que seu filho, Hunter, fazia parte do conselho de diretores do grupo.

O Partido Democrata tem uma longa história de demagogia junto às mulheres. Contudo, Joe Biden não representa em nada a luta contra a opressão do sexo feminino. Biden foi acusado, em 1993, de ter estuprado uma ex-funcionária, seguindo a tradição de seu correligionário Bill Clinton. Além disso, oito mulheres já denunciaram que Biden teria lhes tocado de maneira impropriada ou teria violado sua privacidade. Biden também tem sido criticado por fazer repetidos comentários sobre a aparência física das mulheres que trabalharam em sua campanha. E fica ainda pior: imagens mostram um “afeto” do ex-presidente não só por mulheres, mas também por crianças.

“Eu sabia que era uma farsa”

Joe Biden em visita ao Iraque. Foto: Getty Images

George Bush, presidente do imperialismo que praticamente levou o país a uma explosão por ter levado a política neoliberal ao extremo, apoiou Joe Biden nas eleições. Mas essa relação, na verdade, já vem de longa data. Joe Biden, enquanto senador, votou a favor da guerra do Iraque, em 2002. E mais do que isso: acabou sendo um dos principais articuladores do imperialismo na guerra, viajando frequentemente para o Iraque para se encontrar com os comandantes norte-americanos.

Em entrevista mais recente, Joe Biden falou que não acreditava que havia armas de destruição em massa, mas mesmo assim decidiu apoiar a guerra. O que mostra como é um funcionário disciplinado dos monopólios internacionais, incluindo a indústria armamentista.

A partir do governo Obama, que teve início em 2009, Biden passou a ocupar um papel ainda mais decisivo no Iraque. Segundo Antony Blinken, alto funcionário do governo, Obama teria dito que ninguém conhece melhor o Iraque do que Biden.

“Vamos dividir o Iraque?”

Joe Biden e George Bush. Foto: William Thomas Cain/Getty Images

A relação de Biden com a guerra do Iraque é, de fato, muito profunda. Tanto é que, em um dado momento, o democrata propôs repartir o país em três. Isso mesmo, repartir o país, aos moldes do que o imperialismo fez após a Segunda Guerra Mundial! Uma prática bastante comum do imperialismo, mas que deve ser seriamente considerada pela esquerda pequeno-burguesa que declarou apoio ao democrata.

O objetivo seria dividir o país com base nos três principais grupos étnicos: curdos, xiitas e sunitas, de modo a controlar de maneira ainda mais rígida a região, rica em minérios e petróleo.

“Pode matar, meu filho”

Joe Biden e ex-primeiro ministro iraquiano, Nouri al-Maliki. Foto: AP Photo/Hadi Mizban

Depois de muito massacre causado pela guerra, incluindo a execução de Sadam Houssein, o imperialismo impôs ao Iraque um novo primeiro-ministro: o xiita linha-dura Nouri al-Maliki, que esteve a frente do país de 2006 e 2014. Um verdadeiro carniceiro e capacho do imperialismo, Maliki contribuiu imensamente para afundar de vez o país, que foi completamente desmantelado pela intervenção norte-americana. Esse, que era um dos países mais desenvolvidos da região, sofre hoje com falta de infraestrutura, de saúde e tudo o que há de mais básico.

E quem era o grande mentor de Nouri Maliki? Ninguém menos que Joe Biden! Em para a revista The Atlantic, o escritor Mike Giglio fornece uma série de detalhes sobre a relação entre Biden e Maliki. Segundo Giglio, com o passar do tempo, Maliki foi sendo visto como um paranoico, como uma pessoa de difícil de controle. Contudo, foi Biden quem bateu o pé e ordenou que mantivessem Maliki no poder.

Terrorismo do mal

Ataque às torres gêmeas. Foto: Masatomo Kuriya/Corbis

No dia 26 de Outubro de 2001, valendo-se do pretexto do “ataque terrorista” de 11 de setembro, o governo Bush decretou o Ato Patriota. O decreto, que acabou se tornando lei, foi prorrogada sucessivas vezes e estendida pelo próprio governo Obama, até 27 de julho de 2015. Entre outras medidas, a lei permite que os órgãos de inteligência dos Estados Unidos interceptem ligações telefônicas e e-mails de organizações e pessoas supostamente envolvidas com o terrorismo, sem necessidade de qualquer autorização da Justiça, sejam elas estrangeiras ou americanas. O decreto, naquele momento, estabeleceu um verdadeiro estado de sítio. A polícia chegou a invadir bibliotecas para ver o que as pessoas estavam lendo.

A participação de Biden no Ato Patriota vai muito além de ser vice-presidente quando Obama estendeu sua duração. No governo Bush, Biden era senador e votou a favor dessa monstruosidade.

Terrorismo do bem

Integrantes do Estado Islâmico. Foto: Reprodução

Embora o Estado Islâmico tenha sido alvo de crítica da imprensa capitalista há alguns anos, o fato é que foi justamente o imperialismo quem armou esse grupo para cumprir seus objetivos na região. Afinal, o Estado Islâmico surgiu depois da guerra do Iraque e é uma arma do imperialismo para desestabilizar governos rebeldes a sua dominação, como é o caso da Síria. Em 2017, o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, acusou os Estados Unidos de não estarem lutando contra o Estado Islâmico e de serem os responsáveis pelo seu surgimento no Oriente Médio.

A capacidade desses grupos de fazer frente a exércitos regulares bem treinados e equipados em vários teatros de guerra e de causar desestabilização mundial é outro indício de que são financiados por um aparato poderoso. Isto é, o departamento de Estado norte-americano.

Se o surgimento do Estado Islâmico está diretamente relacionado à intervenção dos Estados Unidos no Iraque, então somos obrigados a concluir que foi Joe Biden quem estimulou seu desenvolvimento. Mais do que isso: segundo Mike Giglio, Joe Biden foi o responsável por retirar bruscamente as tropas norte-americanas do Iraque, entre 2009 e 2011, e por estabelecer as condições para o desenvolvimento do Estado Islâmico.

Terrorismo hi-tech

Julian Assange. Foto: Reprodução

Em todo o mundo, há uma campanha pela liberdade de Julian Assange, perseguido pelo imperialismo por divulgar documentos que revelam suas conspirações contra o povo. Assange, nesse momento, está sendo torturado, em cárcere, cumprindo uma pena por um crime sem prova alguma. Qualquer pessoa com princípios democráticos, deve defender sua soltura imediata.

Não é o caso de Joe Biden. Quando Assange começou a ganhar uma projeção internacional, em 2010, o democrata o caracterizou como um “terrorista hi-tech“. Com ares de quem é dono do mundo, Biden ainda afirmou: “o departamento de Justiça está analisando isso agora”.

Aqui não

Edward Snowden. Foto: Reprodução

Um caso muito semelhante é o de Edward Snowden, que inclusive comprovou, com documentos, que o governo de Barack Obama e Joe Biden espionava o governo de Dilma Rousseff no Brasil. Nesta ocasião, Biden foi ainda mais enérgico: ele foi um dos principais articuladores do cerco do imperialismo contra Snowden para tentar prendê-lo e jogar em uma masmorra, como foi feito com Assange. Biden foi um dos representantes do imperialismo que agiu para que nenhum país cedesse asilo a Snowden.

Até mesmo Rafael Correa, liderança nacionalista do Equador, foi pressionado por Joe Biden para não fornecer asilo para Edward Snowden.

“Conte comigo, Temer”

Joe Biden e Michel Temer. Foto: Beto Barata/PR

Se Biden já deveria ser odiado por todos os oprimidos do planeta, deveria ser ainda mais odiado pelos brasileiros. Afinal, o então vice-presidente foi uma peça chave no golpe que levou o golpista Michel Temer à presidência. Todos sabem que o golpe foi financiado e arquitetado pelo departamento de Estado norte-americano, mas, durante o processo, Barack Obama não veio a público defender os golpistas. Quem veio foi justamente Joe Biden, afirmando que o golpe “obedeceu a Constituição” e que, embora tenha sido uma das “maiores mudanças políticas” na América Latina, receberia pleno apoio do governo norte-americano. Joe Biden ainda reforçou que “os EUA continuarão trabalhando estreitamente com o presidente Temer.

Direitos humanos

Muammar al-Gaddafi assassinado na Líbia. Foto: Reprodução

Segundo os apoiadores de Joe Biden, sua vitória sobre Donald Trump seria um trunfo da “civilização” contra a “barbárie”. Outra mentira. Enquanto Donald Trump conseguiu se tornar um dos pouquíssimos presidentes da história a nunca iniciar uma guerra, Obama e Biden iniciaram várias e aprofundaram o genocídio que já estava em curso em outros lugares. No caso da Líbia, o imperialismo interveio brutalmente no país e assassinou uma das lideranças populares mais importantes da história da região, que, inclusive, se dizia socialista: Muammar al-Gaddafi. Seu cadáver foi exposto por toda a imprensa capitalista como um verdadeiro troféu.

Quando o líder líbio estava desaparecido, Joe Biden afirmou: “o importante é que ele sumiu”, “o povo líbio se livrou de um ditador”.

Contra o fascismo

Neonazistas na Ucrânia. Foto: Reprodução

Um dos grandes mitos por trás da candidatura de Joe Biden é que seria preciso apoiá-lo para barrar o avanço do fascismo. Contudo, mesmo Donald Trump sendo uma figura de tipo fascista, de extrema-direita, as condições materiais para que o fascismo se desenvolva são muito mais favoráveis quando o imperialismo está “com a casa em ordem”, e não em crise no seu principal país. Assim, mesmo Trump sendo uma figura de extrema-direita, sua capacidade real de implementar ditaduras fascistas pelo mundo é muito inferior.

Quando Biden governava os Estados Unidos junto com Barack Obama, o imperialismo, de maneira aberta, apoiou um golpe neonazista na Ucrânia. Neste sentido, fica claro como é uma farsa a tese de que a vitória do candidato do imperialismo derrotaria o fascismo. Biden teve um papel significativo no caso e chegou a ameaçar o governo russo para garantir que não interferisse no desenvolvimento do golpe: “se a Rússia perturbar as eleições na Ucrânia, devemos permanecer decididos a impor custos adicionais”.

O Cardeal de Richelieu

Pintura ilustrando o Cardeal de Richelieu em três faces. Foto: Reprodução

A ficha corrida de Joe Biden mostra, em primeiro lugar, que não há coisa nenhuma a comemorar com a vitória de Joe Biden nos Estados Unidos. Mas o problema vai muito além de que Joe Biden é tão criminoso quanto Donald Trump. Ele é, no fim das contas, o imperialismo “nu”, despido de toda a sua demagogia.

Há décadas e décadas, os Estados Unidos vêm sendo dirigidos por figuras profundamente direitistas e pró-imperialistas. Embora haja o mito de que haveria algumas figuras mais democráticas, todas elas seguiam a política dos capitalistas. Roosevelt, que é tido como um “democrata”, colocou os Estados Unidos na guerra. Kennedy, por sua vez, organizou a invasão de Cuba.

Barack Obama, em certo sentido, foi eleito porque era uma figura relativamente “de fora” do jogo tradicional. Como os democratas e os republicanos, em especial esse último, estavam muito desmoralizados, Obama conseguiu se eleger sobre a base de uma intensa demagogia com os negros, mulheres e LGBTs. No entanto, os norte-americanos já passaram por essa experiência: ficou comprovado que a demagogia identitária só serve para encobrir a política neoliberal. É por isso, inclusive, que Donald Trump se elegeu em 2016.

Se Obama, apesar de ser um carreirista, seguiu a mesma política do imperialismo, era porque tinha um “tutor”, um “conselheiro”, alguém que, de fato, determinasse a política do governo. E essa figura era Joe Biden. O que todos os acontecimentos demonstram, no final das contas, é que Biden, junto com outros funcionários de confiança do imperialismo, como a família Clinton, é uma espécie de Cardeal de Richelieu do Partido Democrata. Isto é, o homem que verdadeiramente está por trás das decisões.

Por terem uma relação sólida e estabelecida com o imperialismo, Biden faz parte da restrita camada de políticos que controlam os setores fundamentais do aparato do imperialismo: a inteligência, a política externa e a repressão.

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