General Villas Bôas, suposto “moderado” pede repressão e indica que “bandido bom é bandido morto”

CMM

O General Villas Bôas já foi apresentado por diversos setores da sociedade e da imprensa burguesa como sendo um “moderado” dentro das Forças Armadas, quase um democrata que supostamente não estaria a favor do golpe militar, de uma ditadura como no período de 1964-1985.

Essa ideia é falsa, e o próprio Villas Bôas a desmente sempre que possível. Por exemplo, uma de suas mensagens no Twitter revela que ele pertence àquela parcela mais conservadora e fascista da sociedade, que defende que “bandido bom é bandido morto”.

Em seu Twitter, no último dia 31, o general escreve: “das ações similares no combate à insegurança pública depreendidas do estudo comparativo em outros países, destaco como 3º ponto que: A sociedade deve ser estimulada a reagir à ideia de que ‘o criminoso é vítima da mesquinheza social’.  Vítima é a sociedade. Criminoso é criminoso!”

Essa é justamente a posição de grupos fascistas como o Movimento Brasil Livre, que defende que a repressão do regime contra os “criminosos” deve ser impiedosa, mesmo que leve à morte do povo trabalhador.

O aumento da repressão, como defende Villas Bôas e os fascistas do MBL tem o objetivo de colocar toda a massa trabalhadora na cadeia. É o que está acontecendo no Rio de Janeiro, onde estão matando o povo negro e trabalhador, além de representantes da esquerda, como foi o caso da execução da vereadora Marielle Franco, do PSOL-RJ e dos jovens militantes do PCdoB, em Maricá.

Nesse sentido, Villas Bôas está longe de ser um general “moderado”, pelo contrário, está associado ao que há de pior na direita brasileira, os fascistas do “bandido bom é bandido morto”, defensores dos esquadrões da morte, dos grupos de extermínio e da ditadura militar.