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Os crimes da ditadura militar nunca foram julgados nem punidos. Prisioneiros indefesos sob custódia do Estado foram covardemente assassinados, torturados e estuprados durante o regime que a direita está ensaiando retomar. Apesar disso, os herdeiros políticos do golpe de 1964 viram a Comissão da Verdade instalada durante o governo de Dilma Rousseff como uma afronta. Uma comissão que tinha o modesto propósito de esclarecer uma pequena parte do que aconteceu, depois de muita propaganda da direita distorcendo os fatos e depois de muitos arquivos destruídos. Os militares não se contentam apenas em nunca terem sido punidos por suas atrocidades, querem que sequer se fale do assunto.

Na segunda-feira (19), o tema reapareceu de forma sinistra, reafirmando que a intervenção militar no Rio de Janeiro deve acabar em uma carnificina contra a população, especialmente contra o povo pobre que mora nas favelas. O comandante do Exército, general Villas Bôas, afirmou durante uma reunião do Conselho da República (segundo Cristiana Lôbo, no G1) que os militares precisam de uma “garantia para agir sem o risco de surgir uma nova Comissão da Verdade”.

Aparentemente, Villas Bôas espera que os crimes da ditadura se repitam em grande escala nos morros cariocas, e por isso busca garantir desde já a impunidade para os militares. Mais do que a impunidade, busca garantir que os crimes jamais sejam sequer revelados. O exército já tem, desde outubro, a prerrogativa de julgar os soldados que se envolvam em crimes contra os civis durante as missões militares.

Além disso, o general Augusto Heleno, responsável pela ocupação brasileira no Haiti, defendeu regras mais “flexíveis” para a ação dos militares. Na prática, uma licença para matar à vontade. Com o pedido de Villas Bôas, além de não ter nenhuma punição, seja lá de que forma atuem, os militares querem garantir o silêncio, para sempre, sobre todos os crimes que venham a cometer.

Essa afirmação de Villas Bôas mostra a expectativa dos militares com a intervenção militar no Rio de janeiro. Com armamento pesado e sem nenhum freio democrático, pretendem instituir um regime de terror contra os trabalhadores nos bairros mais pobres. Essa é uma etapa fundamental do golpe para impor sua política neoliberal contra a maioria do povo, e para preparar um golpe militar em todo o país.

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