Ataque aos trabalhadores
O golpista Floriano Peixoto explicou em detalhes em entrevista por que a burguesia quer a privatização
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Floriano Peixoto correios
Floriano Peixoto, general golpista | Foto: Reprodução

Em entrevista para o UOL, o general Floriano Peixoto explicou por que que quer dar os correios para os capitalistas. Ele afirmou cinicamente que o processo já esta em andamento e que ”seria o mais indicado para tornar a empresa mais moderna”

O General também confirmou que já existem cinco empresas interessadas em adquirir a estatal, reiterando a declaração do ministro das comunicações , Fábio Faria. O golpista comentou ainda sobre o julgamento no TST (Tribunal Superior do Trabalho) marcado para o dia 21 deste mês, que deve decidir sobre o dissídio dos trabalhadores.

O que esperamos é uma solução para essa situação extremamente inconveniente: a paralisação, ainda que parcial, trouxe enormes prejuízos à empresa, tanto econômicos como de imagem“, diz. “O que uma minoria de empregados tem provocado é, na verdade, uma piora da percepção da população quanto aos Correios. Isso, convém ressaltar, em meio a uma grave crise sanitária“, completa.

Correios em greve

A imprensa golpista insiste em não anunciar que os funcionários do Correios (ECT – Empresa de Correios e Telégrafos) estão em greve há dias, em luta contra a política genocida que vêm sofrendo ao ter que trabalhar sem máscaras, sem álcool e sem nenhuma garantia mínima que seja para ser evitado o contágio nesta pandemia.

Esta que já matou quase 140 mil vidas, das quais 120 foram na ECT, e conta com mais de 4 milhões infectados, e segue aumentando a cada dia sem que o governa tome qualquer providência para amenizar a situação do povo, já que os ricos contam com todos os recursos disponíveis, pois podem pagar pelo exame e tratamento

Extinção de benefícios

Na proposta feita pela estatal — de extinção de alguns benefícios— há a previsão de uma “economia” na ordem de R$ 800 milhões por ano. Questionado se essa “economia” é necessária, já que a empresa vem registrando lucro nos últimos anos, Floriano afirmou que, apesar dos números positivos nos últimos anos, há um passivo de R$ 2,4 bilhões a ser saldado.
Os resultados positivos recentes têm reduzido esse déficit, e a nossa expectativa é a de acelerar esse processo“, disse.

Floriano destacou ainda que os benefícios que a empresa quer extinguir foram concedidos em momentos diferentes do atual, tanto para a empresa como para o Brasil.

Para os Correios é inviável, hoje, manter em patamar tão elevado suas despesas com pessoal, pois a transformação do mercado e dos hábitos de consumo da sociedade demanda investimentos que a empresa não tem realizado a contento“, diz.

Segundo ele, se os benefícios forem mantidos, os Correios correm risco de virar uma estatal dependente do Tesouro Nacional, passando, então, a prejudicar diretamente o contribuinte.

Considerando, ainda, os graves prejuízos provocados pelas administrações anteriores, toda e qualquer medida tomada em prol da sustentabilidade da empresa se faz necessária. Isso passa obrigatoriamente pela repactuação de benefícios inapropriados à realidade financeira da instituição“, explica o general.

Trabalhadores criticam altos salários dos executivos

Os funcionários da estatal reclamam de um suposto processo de militarização na estatal e dos altos salários dos executivos na comparação com os baixos salários médios dos trabalhadores.

Segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), Peixoto escalou pelo menos dez militares em cargos estratégicos da direção dos Correios e suas subsidiárias ganhando salários de R$ 30 mil a R$ 46 mil, que é o salário do presidente. Já o salário médio inicial da carreira é em torno de R$ 1.700 por mês.

Floriano reage às críticas e diz que os nomes que compõem a direção dos Correios foram escolhidos por sua capacidade técnica. “Por mais que a experiência em gestão de alguns desse quadro advenha, em parte, dos anos de farda, nenhum dos integrantes da diretoria é ou era militar da ativa no momento da sua indicação”, diz.

Em relação à remuneração dos executivos, o presidente destaca que os Correios “são uma das maiores empresas do país, tanto em faturamento quanto em número de funcionários. Assim, os vencimentos pagos pela estatal a seus diretores estão dentro da média praticada pelo mercado”.

Ataques da burguesia de conjunto

Para os que ainda não entenderam os objetivos desse presidente fascista, isso é apenas uma parte do que acontece no país. É intenção privatizar todas as empresas do governo, reservas de matérias primas importantes para a indústria, como petróleo, nióbio, minérios diversos e a água. Estão entregando todas as riquezas do país ao capital estrangeiro imperialista, de graça, também as empresas, e irão garantir o abastecimento com comida bem barata para os mesmos imperialistas.

Os trabalhadores do Correios e os demais, e também os de todos os países estão passando por situação de perdas gigantescas de salários, direitos, benefícios sociais por parte do capitalismo monopolista. Se não se mobilizarem e irem para as ruas contra esses estados nacionais parasitários e genocidas, pondo abaixo o pior dos sistemas produtivos que a humanidade conheceu, irão amargar duros anos de fome, miséria e tendo ainda que lutar contra a pandemia.

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