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"Rio é um laboratório para o Brasil", declaração do General Braga Netto é prenúncio do Golpe Militar

Antes mesmo da intervenção militar ser decretada pelo golpista ilegítimo que ocupa a Presidência da República, o presidente do Partido da Causa Operária (PCO) e analista político, Rui Costa Pimenta, havia assinalado um ponto crucial sobre a iminência da tomada do poder pelos militares, segundo Rui, os militares iniciariam essa intervenção em alguma capital da região Sudeste, afim de experimento, para então posteriormente estender o caráter de intervenção militar por todo o país, caracterizando o Golpe Militar em nível Federal.

Rui, que após o decreto de Intervenção Federal acertou mais uma vez, a cidade do Rio de Janeiro, uma das mais importantes capitais do país, foi a cidade escolhida para ser ocupada por uma intervenção militar com o decreto que colocou todo o aparato de Segurança Pública nas mãos das Forças Armadas, e ressalte-se que essa foi a primeira vez que esse dispositivo foi acionado desde a Constituição Federal de 1988.

Mas o acerto da análise realizada por Rui não se limita ao aspecto geográfico, mas também quanto ao caráter experimental dessa intervenção, o que é um prenúncio das intenções dos militares, estender a intervenção em nível Federal, ou seja, um Golpe Militar.

Esse acerto ficou evidente após a entrevista coletiva realizada nesta terça-feira 27/02, em que o General Braga Netto, nomeado para comandar a intervenção Federal no Rio de Janeiro, revelou que, “o Rio é um laboratório para o Brasil no que diz respeito à integração das forças de segurança federais e estaduais, e que em seu gabinete há representantes de todos os órgãos do setor”. Ele afirmou que a intervenção fará um “trabalho de gestão” da segurança pública, uma “janela de oportunidades” para o Estado.

Esta declaração do General Braga Netto nada mais é do que um anúncio dos planos dos militares para estender a intervenção e realizar um Golpe Militar no Brasil.

Em uma recente entrevista concedida à TV 247 Rui faz uma análise sobre quem de fato está no comando da intervenção no Rio: “Temer é um fantoche dos militares, ele não tem onde se apoiar e se colocou nas mãos dos militares, normalmente se nós analisarmos a experiência histórica, quando isso acontece é a aliança do cordeiro com o leão, uma aliança que não pode dar certo pela disparidade das forças. E o leão pode comer o cordeiro a qualquer momento. O que eu vejo com muita preocupação é que os militares vão tomar conta do governo Temer por dentro até que eles tenham controle total da situação, isso vai determinar o futuro político imediato do país, o problema das eleições, a perseguição contra o PT e o Lula e nós temos que acrescentar nesse quadro importante o que aconteceu com Jaques Vagner; mas é evidente que quem está dando as cartas dentro do Exército é o General Sérgio Etchegoyen, que tem uma política entreguista, neoliberal e pró imperialista.”

Em outra entrevista concedida ao blogue O cafezinho, Rui Costa Pimenta enfatizou que a intervenção militar é praticamente a volta da ditadura, ressaltando que o fichamento da população nos morros pelo exército é a mesma operação que ocorreu em 1964.

Diante desta declaração do general interventor no Rio de Janeiro e das análises acertadas feitas por Rui, é clara a iminência de que os militares tem planos de realizar um novo Golpe Militar no Brasil. Ao contrário de uma minoria burguesa que apoia a intervenção enquanto toma seu sol nas praias do Rio de Janeiro, a maior parte da população carioca não apoia a intervenção militar, sobretudo quem está sentindo na pele o caráter repressivo e discriminatório das ações dos militares, contra os direitos das populações que habitam as favelas no Rio diante de tantas violações que vem acontecendo contra os moradores destas comunidades.

O mesmo balanço de rejeição à intervenção militar no Rio de Janeiro se percebe em todo o Brasil.

Diante disso é urgente que a esquerda brasileira acorde do sono profundo em que se encontra e que mobilize urgentemente a população brasileira a tomar as ruas em repúdio à presença dos militares no Rio de Janeiro.

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