Gebran Neto, que confirmou condenação de Lula, não vê nada de estranho em Moro ser ministro

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Da redação – O desembargador golpista João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, saiu em defesa do ex-juiz federal, o também golpista Sergio Moro, em recurso movido pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Supremo Tribunal Federal, que pede a anulação do processo do tríplex, e a libertação do preso político. Como relator do processo na segunda instância, Gebran encaminhou nesta terça-feira (20) um ofício ao ministro do STF, Edson Fachin, que julga o recurso de Lula na corte.

A denúncia da defesa de Lula se debruça sobre o fato de que Moro aceitou o convite do presidente eleito pela fraude, Jair Bolsonaro (PSL), para o ministério da Justiça, deixando claro todos os interesses desses dois golpistas na prisão do ex-presidente sem provas. A defesa contesta a condução do processo pelo ex-juiz e agente dos EUA, dizendo que suas decisões foram políticas.

Para defender o juiz golpista, Gebran cita a cronologia do processo nas seguidas instâncias jurídicas, porém, isso de nada tem a ver com o processo ser levado por motivações políticas vindas do imperialismo norte-americano. Este diário já deixou claro todos os fatos, todos os passos do imperialismo na organização de seus agentes para derrubar Dilma Rousseff, na perseguição anterior contra os dirigentes petistas, José Dirceu, José Genoíno, e na total falta de provas do processo fraudulento de Lula no caso do triplex.

A defesa de Lula deve se utilizar desses fatos contraditórios mas não no sentido jurídico, pois a justiça já demonstrou que está tomada por golpistas. Agora, como está mais do que escancarados este alinhamento de toda justiça burguesa, é preciso mobilizar as bases do PT com uma grande campanha pela liberdade de Lula nas ruas, pois, como se sabe, historicamente, é com a força do povo que se derrota os golpes de Estado. Não vivemos em uma democracia, onde se pode ir nas instâncias legais, minimamente progressistas e pedir que seja seguida a lei. Não há lei em um estado onde a extrema-direita se organiza para atacar professores nas escolas Lembrando que esta perseguição começou em Lula e agora chega às camadas mais baixas, aos sindicalistas, às sedes do PT, escolas e universidades.