Jornal Fascista
Jornal Gazeta do Povo defende volta ao século passado com o mito da ideologia da democracia racial brasileira
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Para esconder a exploração capitalista jornal burguês volta com blá, blá, blá de democracia racial | Arquivos DCO

Em meio ao período atual, o período de golpe de Estado no país, o Jornal Gazeta do Povo, com sede no Paraná, lançou em sua edição de 19 de Outubro, último, uma matéria intitulada: “Os números sobre a morte de negros pela polícia no Brasil são distorção militante”, com a intenção clara de retomar e propagandear o conceito de “Brasil, país da democracia racial”, os editores do jornal fascista já trataram logo de apresentar a questão como de que os números sobre mortes de negros no país é inflada nas estatísticas.

A partir do relatório recém publicado da ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública segundo o qual 79% dos que morrem em operações policiais são negros, o jornal fascista tratou de se levantar como bastião da “democracia racial” e acusar àqueles que defendem a população negra no país, com a colocação de que o termo “negro” teria um significado, segundo eles, no jargão militante da esquerda. E que, após lobby do movimento negro, em 2004, durante o governo Lula, o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) passou a considerar que negro seriam todas pessoas negras e àquelas que anteriormente eram chamadas de pardas pelos governos da burguesia no país.

Já para reforçar tal tese, o Jornal Gazeta do Povo, mantido pelo Itaú e pelo fundo Redpoint eVentures, chamou a colunista da direita, Bruna Frascolla, autora da matéria e doutora em filosofia pela UFBa (Universidade Federal da Bahia) enfatiza no começo de seu texto: “Classificação racial é algo que nunca fez muito sentido no Brasil, porque aqui somos muitos mestiços…”, para demonstrar que os negros seriam minoria no país, ela continua: “Ao cabo, isso serviu para transformar os negros – que hoje são só 9,4% da população brasileira – em maioria (56,2%) do Brasil.”

Na matéria a filósofa de gabinete, faz referências há famosos casos de assassinatos de jovens negros no Brasil, assim: “Os casos aludidos são o de um mulato de 14 anos morto em São Gonçalo numa operação trapalhona feita prender um traficante, um moreno claro de apenas 13 anos morto dentro de casa em uma cidadezinha do interior do Ceará dominada por traficantes que mandaram fechar o comércio por dias  e um outro moreno claro de 19 anos morto por não querer parar numa abordagem policial no bairro paulistano de Sacomã. Este último estava de capacete, e era impossível o policial ver a sua cor. De todos, o único que poderia ir para um tribunal racial sem medo de ser feliz é o fluminense.”

Em todo seu texto a filósofa de claras inclinações para a extrema direita quer demonstrar que apresentar a população negra brasileira como o maior contingente percentual do país é uma verdadeira aberração, assim como defender a máquina de guerra da polícia militar brasileira. O que se esconde por detrás dos fracos argumentos da colunista muito bem paga para isso, é a tentativa de através da questão racial diminuir a polarização no país, elevada as alturas com o golpe de estado que impôs a miséria, o desemprego, a morte por corona ou por balas para a maioria do povo brasileiro e dentro destes quesitos, os negros são sempre maioria.

O esforço para a negação da nossa realidade, principalmente ao afirmar que o país é mestiço e por isso (de acordo com a vontade dos donos da comunicação no Paraná) inexistiria o preconceito é o método da direita e da extrema direita que usa toda e qualquer desculpa para negar que existe o racismo e que o racismo, muito mais do que um “preconceito”, é uma prática extremamente violenta, que mata milhares de negros no país por ano.

Para a burguesia brasileira é necessário impor que ser negro no Brasil é conviver com a marca do passado em que o negro era visto como símbolo do atraso. O preconceito e a violência contra o povo negro que o jornal Gazeta do Povo faz de tudo para esconder, como sendo fato que atinge grande parte da população brasileira é oriundo de um contexto histórico de usurpação dos seus direitos e de uma construção paulatina de subjugação dos negros e seus descendentes.

Durante a escravidão, o negro era coisa, uma mercadoria, era considerado não-humano e não tinha com quem competir nessa situação. Somente depois de os negros tornarem-se livres e passarem a disputar posições com os imigrantes e com outros homens brancos é que o preconceito e a discriminação raciais passaram a ser utilizados como armas da competição. A política exposta nas linhas da Casagrande, ou melhor, da Gazeta do Povo, procura estimular os setores politicamente atrasados da população, façam campanha para serem considerados pardos ou mestiços com a ilusão, dentre noutras de que isto resultaria numa menor perseguição exclusão das possibilidades sociais e econômicas.

Sempre interessou em geral ao homem branco, em especial ao capitalista, a preservação do mito de que o Brasil é um paraíso racial, como forma de absorver as tensões sociais e mascarar os mecanismos de exploração e de subordinação do outro, agora com Bolsonaro, o atraso bota a cabeça para fora, sob o disfarce da mestiçagem como identidade nacional.

Para enfrentar o atraso humano que representa o fascismo, seja ele através de suas “penas”, da sua polícia, das grandes corporações econômicas e seus sustentáculos legislativos, judiciários e executivos no Estado, só a mobilização popular nas ruas para pôr para fora Bolsonaro e todos os golpistas resultará num caminho para uma sociedade sem exploração do homem pelo homem.

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