Rio Grande do Sul
FGF e clubes decidem manter o retorno do Gauchão, apesar da situação sanitária no RS estar piorando
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Registro de uma partida de futebol | Foto: Reprodução

Apesar do agravamento da situação sanitária em todo estado do Rio Grande do Sul, a Federação Gaúcha (FGF) e os clubes da divisão principal do futebol gaúcho decidiram, por maioria, manter o calendário de retomada do estadual.

A pressão de patrocinadores ganhou e o campeonato retornará com Grenal no dia 22 (quarta-feira), no Estádio Centenário, em Caxias do Sul. O jogo que, inicialmente, seria em Porto Alegre, devido ao veto da prefeitura, foi remarcado para o Estádio do Vale, em Novo Hamburgo. Entretanto, teve de ser remarcado para Caxias do Sul devido ao veto da prefeitura de Novo Hamburgo.

O que tem-se é a total inabilidade da FGF em lidar com a situação. Não só erra em retomar o campeonato, mas na sua total falta de organização, ao fazer anúncios mesmo antes de ter certeza se os jogos poderão ocorrer. Assim, fica dúvida se a Federação tem a competência necessária para executar os protocolos sanitários ou se, caso tudo dê errado, colocará a culpa nos clubes ou no poder público.

A saúde de jogadores e comissões técnicas parece estar em segundo plano. Fica claro como a água que os mandatários do futebol gaúcho estão, assim como os dos demais estádios, mais interessados nas finanças do que na questão sanitária.

Em parte, a situação é, em alguma medida, justificada. Como já foi explicado diversas vezes neste Diário, o futebol foi transformado em um produto comercial pelos capitalistas e, como todo empreendimento capitalista, não pode deixar de “vender”, sob o risco de falir.

O retorno dos campeonatos, não apenas o gaúcho, acompanha um dos grandes golpes da burguesia, o de futebol sem público. Os capitalistas tentam, a todo custo, expulsar o povo dos estádios, tanto aumentando os valores dos ingressos, quanto proibindo qualquer tipo de manifestação popular, especialmente as de cunho político.

O desejo da burguesia é um futebol sem participação popular. Todavia, se a cultura popular e o futebol estão intrinsecamente ligados, um futebol sem povo é um futebol sem futebol, é algo cinza, sem sabor, um mero objeto.

Para um estado como o Rio Grande do Sul, que vive o futebol tão ferozmente, principalmente a rivalidade Grenal, o futebol sem povo é como não haver o futebol. Não existe Rio Grande do Sul sem Grenal e não existe Grenal sem torcida. Portanto, Grenal sem torcida é a negação do Rio Grande do Sul e da cultura do estado como um todo. Assim, cabe às torcidas se juntarem e exigirem que os capitalistas sejam removidos do futebol. O futebol deve ser do povo e de mais ninguém!

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas