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Diante dos preços absurdos cobrados pelas empresas, população busca as opções “clandestinas”
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Estimativa é que 600 opções diferentes de aparelhos existem no Brasil |

Um estudo feito pela Agencia brasileira de Telecomunicações, a ANATEL, revelou que no país existem mais de 600 tipos diferentes de aparelhos que pirateiam o sinal das TVs por assinaturas. Chamados de “gatonet”, os aparelhos vendidos de forma clandestina são uma forma da população mais pobre do país poder ter acesso ao serviço de TV por assinatura, dado os preços absurdos cobrados pelos pacotes oficiais, ofertados pelas empresas do ramo

Contra a população que adquire os serviços clandestinos, a perseguição é implacável. Uma pessoa pode ser condenada a pagar R$ 10 mil de multa e ainda cumprir 10 anos de cadeia somente pelo fato de ter adquirido um serviço não oficial de TV paga. Vale destacar que assim como os outros ramos da economia, o serviço de TV por assinatura está nas mãos dos monopólios do setor, os quais lucram valores bilionários todos anos às custas das elevadas tarifas cobradas da população como um todo.

Este caso deixa claro como a lei serve unicamente para defender o interesse desse grupo minoritário de pessoas, que possuem o controle exclusivo do sinal e lucram rios de dinheiro com isso, em detrimento dos interesses da maioria do povo.

De acordo com os dados divulgados pela Anatel, em média, as empresas de TV por assinatura perdem cerca de 467 mil assinantes por ano. A busca pelos chamado “gatonet” é uma forma do povo escapar das altos valores impostos pelas empresas do setor.

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