Bolsonaro incentiva garimpos
Índios Kayapós do interior do Pará, denunciam intensa atividade de garimpeiros em suas terras, devastando a floresta, rios e animais.
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Terra Indígena Munduruku - Pará
Área de garimpo ilegal dentro da Terra Indígena Munduruku, no Pará. | Foto por: Vinícius Mendonça/Ibama.

Índios da Terra Indígena Kayapó, da região de Cumaru do Norte no Pará, denunciam a agressividade da atividade de garimpos na região, dentro e nas proximidades da Terra Indígena.

Os caciques das aldeias da região denunciam constantes explosões para exploração das jazidas de manganês, a atividade intensa de desmatamento e fluxo de caminhões carregados com o minério, atividades que resultaram na destruição das fontes de água, onde os rios estão cheios de lama e contaminados por produtos químicos e a fauna simplesmente desapareceu por conta das explosões.

A atividade que vem crescendo desde 2014, se intensificou com a concessão de lavra do governo federal a empresas, primeiro com a mineradora Irajá, que explorou a região até 2019, atualmente a concessão pertence à Buritirama Mineração.

As lideranças indígenas já entraram com ação civil pública na justiça em 2019 para interromper a exploração, mas a ação foi negada, pela justiça aliada da burguesia, que entendeu que o instituto Kenourukware Kayapó “não teria legitimidade para representar todos os indígenas”. A situação também já foi constatada pela Funai em 2019, produzindo relatório sobre a atuação destrutiva dos garimpeiros.

A mineração altamente destruidora, legalizada ou não, é apoiada pelo governo do Estado, de Helder Barbalho (MDB) e, é claro, pelo governo do ilegítimo Jair Bolsonaro, um dos maiores impulsionadores da devastação ambiental no país.

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