Bolsonaro quer latifundiário, pistoleiro e fundador da UDR no comando do Ministério da Agricultura

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O fascista Jair Bolsonaro (PSL) diante da fraude das eleições e sua expressiva quantidade de votos, já está sondando nomes para montar os ministérios. Um deles é Luiz Antônio Nabhan Garcia que está contribuindo especificamente no programa de agronegócio.

A imprensa burguesa vem afirmando que Nabhan pode comandar o Ministério da Agricultura (MAPA) e do Meio Ambiente (que será incorporado no MAPA). Apesar do MAPA sempre ser comandado por agentes do latifúndio ou o próprio latifundiário, dessa vez Bolsonaro está colocando na pasta um latifundiário responsável por fundar e coordenar até hoje uma das entidades mais conservadoras e direitistas do campo, a União Democrática Ruralista (UDR).

Nabhan é um latifundiário que atua na região do Pontal do Paranapanema, no Estado de São Paulo, e fundou a UDR em 1985 na cidade de Presidente Prudente, após desapropriações realizadas na região. Então surgiu para combater com extrema violência o crescimento dos movimentos sociais de luta pela terra, em especial o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).

A UDR sob a coordenação de Nabhan, em especial no Pontal do Paranapanema, ajudou os latifundiários a formarem milícias de pistoleiros e o acesso a armas para atacar os gigantescos acampamentos que se formavam na região. Atacou e perseguiu duramente uma das principais lideranças do MST, hoje na FNL, José Rainha Júnior.

É uma organização que atua por meio da bancada ruralista contra os movimentos de luta pela terra, contra o combate ao trabalho escravo, contra pautas ambientais e de comunidades tradicionais. Desde a sua fundação atua para manter o país como uma colônia exportadora de matérias-primas.

Devido aos métodos utilizados pela UDR, a organização ficou enfraquecida nos anos do governo do PT. Mas com o avanço da direita e do fascismo, a UDR começa a ganhar fôlego e já começa a se articular para sufocar os movimentos de luta pela terra e os pequenos agricultores.

A UDR é uma das organizações da extrema-direita mais violentas do pais e não vai ser no voto que vai ser derrotada. No comando do MAPA, a UDR vai dar mais fôlego e acobertar a violência dos latifundiários, que após o golpe já mostrou com os anos mais violentos no campo. É preciso organizar os trabalhadores do campo e comunidades tradicionais contra o avanço do fascismo e derrotá-los nas ruas.