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A farsa do “critério” FIFA
Futebol moderno: imperialismo europeu escolhe seu “melhor do mundo”
A FIFA, entidade envolvida em diversos escândalos e ligada aos interesses políticos, é a principal responsável nesta escolha, onde o que importa é tudo menos o futebol.
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A farsa do “critério” FIFA
Futebol moderno: imperialismo europeu escolhe seu “melhor do mundo”
A FIFA, entidade envolvida em diversos escândalos e ligada aos interesses políticos, é a principal responsável nesta escolha, onde o que importa é tudo menos o futebol.
Messi recebendo pela FIFA o prêmio de “melhor do mundo”. Foto: AFP / Marco Bertorello
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Messi recebendo pela FIFA o prêmio de “melhor do mundo”. Foto: AFP / Marco Bertorello

Como acontece todo ano, em evento realizado pela FIFA, empresa ligados a fortes interesses imperialistas que regula o futebol mundial, é decidido, por determinados “critérios”, quem é o “melhor jogador do mundo”.

A FIFA, entidade envolvida em diversos escândalos e ligada aos interesses políticos, sobretudo europeus, é a principal responsável nesta escolha.

Nos últimos bons anos, a dupla Messi e Cristiano Ronaldo vem monopolizando o troféu, com forte propaganda da imprensa mundial, tornando estes jogadores verdadeiras marcas de publicidade do futebol europeu, no qual, independente de lesões, temporadas abaixo da média, entre outras tantas irregularidades que possam vir a ter, são figurinha carimbada na lista dos “três melhores”, utilizada como base na escolha do “melhor do mundo”.

O prêmio por conta disso torna-se saturado, e não precisa ser nenhum especialista para sentir isso, pois, antes mesmo de começar a temporada, já sabemos que não importa se haverá novas estrelas no futebol, Messi e Cristiano, por muito tempo o simbolo do futebol na Espanha, estarão com suas cadeiras reservadas para o prêmio.

O único motivo disso acontecer, deve-se aos interesses políticos e econômicos que giram em torno do futebol, o esporte mais popular do mundo, sendo capaz de gerar milhões e milhões para o bolso dos grandes capitalistas.

Por isso, vale lembrar que, mesmo Messi sendo Argentino, hoje representa o futebol Europeu, devido a todo tempo que lá passou, e Cristiano Ronaldo ainda mais. Sendo assim, o cuidado que os grandes capitalistas europeus tem com a imagem destes jogadores é gigantesca, e o dinheiro, seja na venda de camisas, etc, que envolve o sucesso ou não da dupla, é tema fundamental na escolha da lista dos “melhores do mundo”.

Logo, o “critério FIFA” nada mais é que o mesmo critério utilizado pelo imperialismo, o critério econômico e político. Para exemplificar bem, basta olhar a lista geral dos ditos melhores jogadores do mundo, e o fato absurdo de nela termos jogadores como Sergio Ramos, zagueiro do Real Madrid que nada faz além de dar porrada nos adversários, e ainda pior, não termos um jogador que é nada mais que o melhor da atualidade, Neymar Jr, o craque brasileiro que sequer apareceu na lista dos 10 principais, sofrendo um duro ataque político por parte da organização.

O caso Neymar é evidente para demonstrar a fraude que é esta premiação. Um jogador brasileiro precisa jogar o triplo a mais que um europeu para aparecer lá, e mesmo que jogue, ainda corre o risco de ser retirado como Neymar, onde a imprensa justifica por ser uma “medida disciplinar”, demonstrando o caráter absurdo que se tem os ditos “critérios” FIFA.