Futebol é coisa para homem? CBF paga diárias seis vezes menor para as jogadores da seleção feminina durante competições

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O futebol é, sem dúvidas, uma conquista histórica da classe trabalhadora. Fato é que, inclusive no esporte, a disparidade de gênero é visível entre as seleções feminina e masculina.
As mulheres são reprimidas pelo sistema capitalista também no esporte. Com salários seis vezes menores que dos homens, também não são possuem mesmo grau de visibilidade, recebendo menos apoio e participando de menos competições.

A seleção brasileira, por exemplo, paga, a seus jogadores R$1600 reais, por dia, para que participem de competições como a Copa do Mundo. As mulheres, todavia, são vistas em situação inferior, ganhando uma diária de R$250 reais.
O quadro desigual segue, também, na diferença de recebidos em dias de treinamentos. Enquanto eles receberam, em 2017, uma média, imposta pela Confederação Brasileira de Futebol, de R$500 reais o dia, as mulheres seguiam recebendo R$250 reais.

Juan Carlos Osório, treinador da seleção mexicana, em uma infeliz colocação, ao perder para seleção na Copa do Mundo de 2018, disse que “futebol é um esporte forte, esporte de homens”.

Nesse sentido compreende-se a influência do imperialismo no futebol. Esse ataca diretamente as mulheres. Não apenas no esporte, elas vivem em condição de exploração e repressão.