Não importa a vida, só lucro
Dirigentes começam a apoiar o fim do isolamento de Trump e Bolsonaro, retomar partidas futebol com portões fechados e deixarem atletas e funcionários à própria sorte
O presidente dos EUA, Donald Trump, dá ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, uma camisa da seleção de futebol dos EUA durante uma reunião no Salão Oval da Casa Branca , em Washington (EUA).
Foto: DCO |

Os dirigentes de clubes brasileiro das Séries A e B do Campeonato Brasileiro se mostraram satisfeitos com a demissão do ex ministro golpista Luis Henrique Mandeta (DEM), defensor da política de isolamento “parcial”(da classe média e da burguesia), como vem ocorrendo e a sua substituição pelo médico de extrema direita Nelson Teich, que já anunciou a plena disposição em ir caminhando para o fim da política de isolamento (seguindo o receituário dos grandes capitalistas internacionais, em especial os banqueiros), assim como a mesma disposição em não se importar com as mortes de idosos que irão ocorrer.
Alguns dos dirigentes deram entrevistas a órgãos da imprensa burguesa e fizeram sua demagogia dizendo-se preocupados com a saúde dos atletas e dos torcedores. Mas querem que ainda no mês de maio já seja possível terem jogos, ao menos com portões fechados, alegando que os grandes clubes podem entrar em uma situação insustentável financeiramente. Parte dos dirigentes alega que há clubes que estão na iminência de quebrar por conta de todo o tempo parado até o momento
Dentro de toda a pressão pela retomada do futebol por parte dos capitalistas a Federação Paulista comunicou que, após reunião com os 16 times participantes da A1, que o campeonato paulista voltará assim que tiver “garantias médicas”. Nenhuma data foi marcada ainda. Outro argumento que será usado pelos capitalistas da bola é que não há notícias de que jogadores brasileiros tenham contraído a covid-19.
Com estes argumentos interesseiros, os dirigentes do futebol pressionam pela volta do futebol, mas em nenhum momento pressionaram por efetivas medidas sanitárias, que começassem a conter a epidemia, como a compra de milhões de testes para a população, a compra de equipamentos médicos necessários ao combate à doença, como respiradores, ou mesmo por compra de medicamentos que aliviem a crise junto a maioria da população, nada. Mas querem seus funcionários e atletas correndo o risco de inaugurarem a estatística dos atletas e funcionários de clubes mortos pelo covid 19.

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