Não ao futebol moderno
Vanderlei Luxemburgo atacou a ideologia do futebol moderno, que castra a criatividade do jogador brasileiro
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Talles Magno dribla zagueiro do Fortaleza. Foto: reprodução |

O técnico do Vasco da Gama, Vanderlei Luxemburgo, vem se colocando como um dos principais porta-vozes da defesa do futebol brasileiro. Não só pela sua posição política a favor da liberdade de Lula, mas por seus posicionamentos em relação ao chamado futebol arte em contraposição ao futebol moderno.

Depois do jogo em que o Vasco venceu o Fortaleza por 1 a 0, o técnico elogiou a bela jogada do jovem jogador Talles Magno, que deu uma carretilha sobre o zagueiro do Fortaleza:

“Futebol brasileiro não é robô, não é esquema tático. Se dá ênfase a isso e esquece que o que o Talles fez hoje foi o futebol brasileiro. Ele não fez (lambreta) de palhaçada: ele tirou um jogador do adversário. Fiquei feliz hoje porque vi um jogador fazer a arte de jogar futebol do Brasil. E nós estamos acabando com isso. Esquecemos de buscar a essência do futebol brasileiro, ter algo para criar. Saio feliz pela vitória e feliz porque vimos o menino indo para a Seleção amanhã e fazendo o futebol brasileiro da maneira como tem que ser feito”, completou.”

A declaração de Luxemburgo é uma crítica frontal ao futebol moderno, difundido pelos europeus, cujo principal objetivo é castrar a criatividade dos jogadores brasileiros, e por consequência, do futebol brasileiro em geral.

A imprensa capitalista, colonizada pelo imperialismo, faz a propaganda de que o que há de mais “eficiente” no mundo é copiar os europeus. Por isso há uma campanha direcionada para divulgar os campeonatos e clubes europeus. É daí também que vem a propaganda de que o Brasil deveria colocar técnicos estrangeiros na Seleção e nos clubes, como se os brasileiros fossem “obsoletos”. Na realidade, o que existe é uma pressão ideológica sobre os técnicos que coloca uma falsa oposição entre “resultado, eficiência” e “jogar bonito”.

A imprensa golpista, a serviço do imperialismo, convence o brasileiro de que “jogar bonito” não traz resultado e que seria preciso imitar as táticas europeias. Um debate falso, que na realidade, conforme bem afirmou Luxemburgo, procura substituir o jogo bem jogado, por esquemas matemáticos cristalizados. O que bem Luxemburgo denomina como “robô”. O chamado futebol arte brasileiro não pressupõe a falta de tática, mas uma tática que procura utilizar a criatividade e o talento dos jogadores a serviço do jogo coletivo.

A declaração de Luxemburgo não é isolada. O técnico também tem se colocado como um crítico aberto ao VAR, instrumento colocado no esporte para controlar por meio de fatores externos os jogos, servindo também como uma maneira de castrar o desenvolvimento do futebol.

O caminho é denunciar toda a manipulação e defender o futebol brasileiro contra todos os ataques da imprensa venal e serviçal do imperialismo, ou seja, da ideologia do chamado futebol moderno.

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