Todo respeito ao Rei
Muralista brasileiro finalizou a obra “Coração Santista” que retrata uma fotografia histórica do maior jogador de todos os tempos. Na próxima sexta, o Rei completa 80 anos.
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PELÉ
Pelé, que completa 80 anos, retratado por Eduardo Kobra. | Foto: Felipe Del Valle/Divulgação

O maior jogador de todos os tempos completará 80 anos nesta sexta-feira, 23. Em homenagem, o craque Rei do futebol já recebeu um presente antecipado: um mural com sua imagem pintado pelo prestigiado artista brasileiro Eduardo Kobra.

A obra foi realizada em Santos, na Ponta da Praia, e também exibe outros símbolos da cidade, como a Bolsa do Café, estivadores e os bondes da cidade. O painel foi concluído no último domingo e virou atração turística.

O aniversário do Rei é uma boa oportunidade para colocar em debate a polêmica em torno da importância do futebol brasileiro não apenas para o desenvolvimento do esporte mais popular do mundo, mas para a própria cultura nacional.

Trajetória brilhante

Em 1999, Pelé foi eleito Jogador do Século pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), e foi um dos dois vencedores conjuntos do prêmio Melhor Jogador do Século da FIFA. Nesse mesmo ano, Pelé foi eleito Atleta do Século pelo Comitê Olímpico Internacional.

Maior goleador de todos os tempos, com 1281 gols em 1363 jogos, único jogador de futebol tricampeão mundial por seleções: 1958,1962 e 1970, bicampeão mundial de clubes pelo Santos: 1962/63, maior goleador da seleção brasileira, com 95 gols em 115 partidas, por isso ele é o Rei de Futebol.

Visão do artista

“Parte do meu trabalho fala de personagens e personalidades que realmente fizeram algo relevante para a humanidade. O painel do Pelé se deu por esse mesmo motivo. Por tudo o que ele fez pelo esporte, por tantas gerações que ele influenciou e influencia até hoje. Pelos cinco continentes pelos quais passei, o nome do Pelé ainda é reverenciado como um talento brasileiro. Não é por acaso que ele foi eleito o Atleta do Século”, disse o artista.

“Eu visitei a Bolsa do Café e fiquei impressionado com a belíssima arquitetura, com a conservação da parte interna do prédio. Realmente excepcional por toda a representatividade do Brasil contida naquele espaço específico. Eu queria falar algo sobre aquele espaço. Me chamaram muito a atenção as colunas, as esculturas que existem no topo. Isso acabou me impulsionando a criar esse detalhe”, observou o muralista.

“Fiz pesquisas históricas, iconográficas e regatei memórias afetivas. Para chegar ao resultado final, fiz mais de 30 desenhos, buscando o equilíbrio certo entre as cenas, o uso correto de cores e preto e branco e o respeito e valorização da cultura e da história de Santos”, conta.

“A imagem do Pelé é icônica, uma referência”, acrescentou Kobra, que também já retratou outro ídolo nacional maior de todos os tempos em sua categoria, Ayrton Senna, automobilista de Fórmula 1.

Defender o futebol brasileiro é lutar contra o imperialismo

Os brasileiros foram os responsáveis por transformar o futebol em arte. O povo brasileiro, mais especificamente o povo pobre, negro e trabalhador, pegou um esporte criado pelos europeus e o transformou em uma nova modalidade. Esse fato é um fenômeno de massas, uma transformação que só é possível graças aos grandes movimentos das massas.

Pelé é o cume dessa arte. Após décadas de desenvolvimento, o futebol brasileiro – e consequentemente o futebol como um todo – atingiu seu ponto mais alto com a geração de Pelé entre as décadas de 50 e 70. Por isso mesmo, Pelé é uma espécie de “símbolo” nacional. Um brasileiro, negro retinto, vindos das camadas mais pobres da população, se transformou no maior jogador de futebol de todos os tempo, reconhecido por todo o mundo.

O fato é os europeus e o imperialismo sempre esteve em uma grande campanha contra o futebol brasileiro, atacando seus maiores jogadores. Os europeus não admitem que os brasileiros fizeram do esporte criado pela burguesia, uma ferramenta de luta transformando o futebol em uma engrenagem popular da classe trabalhadora brasileira.

Os ataques, principalmente contra Pelé, mostram que os capitalistas não admitem que um negro seja considerado melhor em algo, ainda mais um brasileiro. Não é diferente com Neymar ou qualquer outro jogador.

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