Ensino híbrido
Mais uma vez, a burguesia ataca a juventude, tentando impor o chamado ensino híbrido sobre toda a população.
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Empresariado imperialista, Fundação SM ataca juventude em âmbito internacional | Fundação SM
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Empresariado imperialista, Fundação SM ataca juventude em âmbito internacional | Fundação SM

No atual estágio do capitalismo, o imperialismo, a pandemia do coronavírus veio como um mero catalisador para o que já estava por, inevitavelmente, vir: uma recessão econômica nunca antes vista. A medida que o tempo passa, a crise nos países mais notavelmente neoliberais, por mais que funcionem na base da demagogia, se intensifica cada vez mais. Nesse sentido, os grandes capitalistas, agindo em nome do aprofundamento da dominação imperialista sobre o mundo, fazem de tudo para que suas preciosas fortunas não diminuam, utilizando os trabalhadores de todo mundo como um degrau para atingir seus objetivos.

Desde o começo da pandemia, este Diário e, de forma unificada, toda a imprensa do Partido da Causa Operária, têm denunciado qual é o plano da burguesia para a juventude: sucatear, por completo, o ensino público. Em um primeiro momento, vimos ressurgir o infame EAD, sistema implementado, utilizando como pretexto a questão da pandemia, para privatizar o ensino público brasileiro. Em seguida, com o avanço da crise, iniciou-se uma intensa propaganda por parte da imprensa burguesa para efetivar o retorno presencial às aulas. Já é sabido que a pandemia, ainda mais no Brasil, não está nem perto do fim. Nesse sentido, a volta às aulas não vem como uma evolução natural no quadro epidemiológico do Brasil, mas sim como primeira necessidade dos capitalistas para retomar a economia no meio da crise, mesmo que isso signifique, como já foi provado, a morte de centenas de milhares de pessoas.

Todavia, dizer para a população que é preciso voltar às aulas e colocar seus filhos em risco não é, decerto, tarefa fácil. Ou seja, desde que a proposta foi lançada, vem acompanhada de uma demagogia febril, visando enganar o povo a qualquer custo. Dentro desta campanha, já vimos de tudo: desde “especialistas” afirmando que a volta às aulas não causaria grande efeito à pandemia, até a história que organizações como a Unicef e a ONU procuraram contar de que as crianças mal podiam esperar para volta para as escolas.

Agora, mais um carrasco do imperialismo entra na jogada. Na última semana, a Fundação SM lançou uma campanha que tem como eixo principal a #ReviravoltaDaEscola. A proposta da fundação é reinventar a educação para um cenário pós-pandemia. Mas não se engane, não é recriá-la por meio de reivindicações sanitárias, ou até mesmo revisitando a base da teoria pedagógica. É, antes de tudo, um traje para o retorno híbrido que, de forma extremamente falaciosa, é tido como o futuro da educação brasileira.

Antes de tudo, vale caracterizar o que é a Fundação SM. Fundada em 1977, na Espanha, a Fundação SM nada mais é do que um conglomerado de empresários que tem como objetivo atacar a educação. Seu alinhamento aos interesses do imperialismo fica claro no momento em que a Fundação iniciou, na Espanha, uma campanha à favor da volta às aulas presenciais, colocando, obviamente, os trabalhadores em claro risco.

Em entrevista para a Sagres TV, a Diretora da Fundação SM Brasil, Pilar Lacerda, explica que a pandemia veio como uma oportunidade para repensar a educação. Repete as mesmas coisas de todos os outros empresários, tão preocupados com a vida dos estudantes, que serão seguidos todos os protocolos de saúde necessários e que ninguém estará em risco. Ademais, ressalta a visão de que diversos pedagógicos clamam pela volta às aulas presenciais, utilizando como justificativa uma série de problemas que podem, possivelmente, surgir nas crianças e adolescentes durante este período de “isolamento social”.

O que precisamos entender é que, tanto o EAD quanto a volta às aulas presenciais, agrupados no ensino híbrido, não representam soluções reais ao problema da educação durante a pandemia. São, na realidade, medidas que seguem a filosofia do “menos pior”, apresentadas como única alternativa para a população, o que, obviamente, é a mais pura mentira.

O que a juventude e, de forma geral, toda a população brasileira precisa fazer é lutar contra o genocídio que, desde o começo deste ano, já está em marcha no País. O governo golpista de Bolsonaro já demonstrou inúmeras vezes que não está interessado em governar para a população. Afinal de contas, já foi provado que existe sim um protocolo bem definido de como solucionar o problema, como vimos em países como a Nova Zelândia, Cuba, Venezuela, Coréia do Norte, entre outros.  Nesse sentido, a solução da pandemia só pode vir com a luta pelo Fora Bolsonaro, fora todos os golpistas e fora imperialismo. Caso contrário, não é possível prever quantas mortes ainda virão, representando uma perspectiva extremamente negativa para a classe operária brasileira.

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