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Destruição em Mariana – MG
Fundação da Vale não paga indenizações após 4 anos do desastre da Vale
Capitalistas criminosos não pagam indenizações às milhares de pessoas afetadas pela lama
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Destruição em Mariana – MG
Fundação da Vale não paga indenizações após 4 anos do desastre da Vale
Capitalistas criminosos não pagam indenizações às milhares de pessoas afetadas pela lama
desastre
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desastre

Passados quatro anos do rompimento da barragem da Vale em Mariana, Minas Gerais, o qual que deixou 19 mortos, a Fundação criada pela empresa para pagar indenizações para as vítimas até hoje não pagou os valores estipulados para as pessoas afetadas.

No dia 5 de novembro de 2015 a barragem do Fundão se rompeu, 62 milhões m³ de rejeitos vazaram e contaminaram afluentes e o próprio Rio Doce, além da destruição de distritos, deixando milhares de pessoas sem casa e sem trabalho.

Em 2016, a Fundação Renova foi criada com intuito de reparar os danos provocados pelo rompimento da barragem. Tratou-se de uma estratégia dos capitalistas de tentar desviar o foco da responsabilidade da Vale, ou seja, deles mesmos, para uma fundação de fachada.

Tendo a participação em sua gestão dos próprios empresários da Vale e da BHP Billlinton Brasil, um monopólio inglês da mineração que também tem controle sobre a mineradora brasileira, o Comitê administrativo da Fundação também é compostos por representantes da União, do Estado de Minas Gerais, movimentos sociais, defensoria pública, etc. A maior parte das cadeiras, no entanto, é ocupada pelos próprios capitalistas, o que revela o golpe por parte dos donos da empresa.

De acordo com estimativas do Movimento de Atingidos por Barragens, o MAB, cerca de 2 milhões de pessoas foram  diretamente afetadas pelo rompimento criminoso. A Fundação, no entanto, estabeleceu um raio de apenas um quilômetro, a partir do Rio Doce, para estabelecer quem tem direito ou não à indenização. Menos de 10% das famílias foram cadastradas par receber as indenizações.

Os poucos valores pagos pela “fundação” são irrisórios frente a gigantesca destruição provocada pela lama, a qual pôs fim à plantações, manguezais, pastos, contaminou rios e peixes, acabou com atividades turísticas na região.

A destruição impactou também na saúde dos moradores das regiões afetadas, um relatório feito pela Universidade de São paulo, a USP, em 2017, apontou que dentre 300 pessoas dos municípios de Linhares e São Mateus, nas regiões de Regência, Areal, Entre Rios, Povoação e Campo Grande, 297 apresentaram aumento de arsênio, níquel e manganês no sangue.

Estas substancias podem causar doenças graves, como o câncer. Doenças psicológicas, como depressão, síndrome do pânico, ansiedade, entre outras também foram verificadas pelo estudo, todas elas em decorrência do rompimento da barragem.

Estes dados compõem um relatório da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias elaborado pela Câmara dos Deputados.

Ou seja, passados 4 anos e nada foi feito para diminuir, o  mínimo que seja, os impactos desastrosos causados pela lama. Demonstrando também seu caráter de classe a justiça nada faz contra os donos da empresa, que seguem impunes frente ao verdadeiro genocídio provocado por eles na região.

A única forma de se obter justiça neste caso é por meio da mobilização da população juntamente com os trabalhadores da Vale, é preciso não apenas exigir que os capitalistas paguem pelo crime, mas também colocá-los para fora do controle da empresa. São verdadeiros parasitas, irresponsáveis e criminosos. É preciso defender a reestatização da Vale e colocá-la sobre o controle dos próprios trabalhadores.