Ir à greve para viver
Com as péssimas condições de trabalho em frigoríficos, impostas pelos patrões genocidas, o risco de contágio do coronavírus é dado como certo
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Trabalhadores da Avenorte do prefeito de Cianorte | Foto: Reprodução

Tendo os trabalhadores no sul do país como exemplo, onde os municípios que existem frigoríficos, setor industrial que mais se tem notícias de contaminação do coronavírus no país, pode-se dizer que, devido a essa situação, vários outros municípios vizinhos, próximos e que tenham operários que trabalham no setor acabam sendo transmissores. No entanto, os patrões não dão a mínima atenção a seus funcionários e não dão condições de proteção e segurança àqueles que chamam de “colaboradores”, mas que são tratados com escravos.

Os três estados que compõem o sul do país, o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, juntos hoje, ultrapassam os 12 mil casos de contágio só dentro das fábricas, (dados oficiais), no entanto a probabilidade de que esses números superem em várias vezes é imensa, ao se dar conta que os patrões escravagistas dos frigoríficos escondem o tamanho da catástrofe que impõem ao conjunto de escravos.

O que se vê dentro dos frigoríficos, nada mais é de que os escravagistas genocidas, preocupados única e exclusivamente em manter ou ampliar o lucro de suas fábricas.

Baseado em uma pesquisa realizada em Lajeado, pela Univates e a prefeitura sobre a presença do coronavírus na cidade, no vale do Taquari, os resultados da primeira etapa da pesquisa estimam que as chances de contaminação de funcionários de frigoríficos são três vezes maiores, cerca de 207%, do que os demais trabalhadores.

Assim como no Sul do país, em todo o território nacional a situação mesma, de acordo com representantes de trabalhadores do setor, através de levantamentos nas fábricas e/ou denúncias, são mais de 125 mil trabalhadores já contaminados pelo coronavírus, o correspondente a mais de 25%, no entanto, os patrões escondem a sujeira para debaixo do tapete, ocasionando uma hecatombe dentro das fábricas.

Para inglês ver

O governo golpista do fascista Bolsonaro, bem como toda a sua trupe, como a golpista, latifundiária e ministra da Agricultura Tereza Cristina, que apesar do astronômico número, cinicamente, disse ser um exagero as notícias relativas ao coronavírus em frigoríficos. O governo, além de elaborar uma portaria conjunta, com os próprios patrões eximindo-os de qualquer responsabilidade pela contaminação, dentre outras questões, ignoram totalmente a distância em que os trabalhadores devem manter no ambiente de trabalho. Nos frigoríficos, os funcionários ficam praticamente encostados uns aos outros.

Com as péssimas condições de trabalho em frigoríficos, o risco de contágio é dado como certo

Conforme Midiamax de junho (24), “pesquisas sobre a contaminação de trabalhadores de frigoríficos pelo novo coronavírus (Covid-19) sugerem o porquê dessa indústria se consolidar entre os principais focos da doença pelo mundo, onde cidades vivenciaram surtos a partir de funcionários contaminados em indústrias frigoríficas. Ambientes fechados e refrigerados seriam capazes de permitir que partículas de vírus se desloquem por mais de oito metros”.

“É o que indica estudo realizado por um grupo de pesquisas do Heinrich Pette Institute, que integra o Leibniz Institute for Experimental Virology (Instituto Leibniz para Virologia Experimental, em tradução livre), localizado na Universidade de Hamburgo, na Alemanha.

De acordo com o estudo, dois trabalhadores do Tönnies tiveram contato com funcionários de um matadouro em Dissen, na Baixa Saxônia, onde vários casos de covid-19 foram contabilizados na época.

Depois de alguns dias, outros funcionários testaram positivo, o que acabou resultando no surto com mais de 1,4 mil infectados. O incidente é o chamado evento “superpropagador”, quando uma única pessoa infecta várias outras.

A situação fez com que o frigorifico fosse interditado. (Uol – 24/06/2020)

A situação se apresenta aqui com igual ou maior intensidade, no entanto os escravagistas brasileiros do século XXI, juntamente com seus governos, estão dispostos a sacrificar centenas de milhares de trabalhadores a ter que diminuir seus lucros.

Diante da situação de calamidade pública imposta pelos patrões, só resta aos trabalhadores a paralização das atividades, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carne, derivados e do Frio no Estado de São Paulo, nesse momento está, juntamente com a CUT, demais sindicatos de trabalhadores, bem como confederações com a Contac, chamando os trabalhadores à greve, pois somente assim é que os operários poderão preservar suas vidas.

É preciso também, por para fora esse governo golpista do fascista Bolsonaro, bem como, todos os golpistas e chamar eleições gerais.

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