Funcionário dos capitalistas assassinos: Zema tenta barrar CPI de Brumadinho

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Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais existem queixas de alguns deputados sobre a interferência do governador Romeu Zema (Partido Novo) para impedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI ) sobre o rompimento da barragem de Brumadinho.

Embora esse tipo de Comissão sirva, em geral, apenas para encobrir o que se finge apurar e permitir que os as máfias das casas legislativas negociem seus interesses com os envolvidos e/ou “investigados”, o chefe do executivo já tratou do assunto como um incidente. Segundo parlamentares, Zema está pressionando o Legislativo porque tem proximidade com diretores da mineradora. O requerimento foi protocolado no último dia 4 pelo Sargento Rodrigues. Nele consta o pedido de um CPI sobre a tragédia de Brumadinho. O pedido tem 74 assinaturas sendo que existem 77 membros. Porém,o colegiado ainda não foi criado.

Agora o pedido está nas mãos do presidente da Assembleia Agostinho Patrus (PV). Mais dois pedidos foram protocolados para abertura de uma CPI. Um pela deputada Beatriz Cerqueira (PT) e o outro pelo Doutor Wilson Batista (PSD).

Isso tudo só prova que o governador Zema é um “tucano” pintado de laranja. Assim como João Dória, Zema fez o seu discurso de campanha prometendo introduzir uma “nova forma de política” com ideias “novas”, acabar com a corrupção, atuar com austeridade e cortar gastos com o serviço público. O Partido Novo tem a mesma política falida do PSDB só que vulgarmente mascarada de “Novo”.

A defesa dos interesses da população atingida ou ameaça pela ruptura das barragens não pode estar subordinada a este tipo de iniciativa parlamentar. O caminho é o da mobilização, por meio das organizações próprias dos trabalhadores criadas com este objetivo e demais entidades de luta dos explorados (CUT, CMP, sindicatos etc.).

Muito mais do que discursos inúteis de deputados, o que é preciso é ganhar as ruas para exigir o ressarcimento dos atingidos, a punição dos assassinos de centenas de pessoas e a expropriação da Vale sob o controle dos trabalhadores.