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“É muito perigoso se não der certo (o governo Bolsonaro) […] porque se não der certo, tenho medo que as pessoas questionem a própria democracia”. Essas foram algumas das palavras da deputada Tabata Amaral (PDT) no programa Conversa com Bial, da TV Globo, exibido no final da semana passada.

Ou seja, se ela tem medo de que o governo Bolsonaro não dê certo, então ela torce para que ele dê certo. É uma repetição do “boa sorte” desejado por Fernando Haddad quando o fascista da barriga furada (?) venceu, de maneira fraudulenta, a disputa presidencial.

Tabata Amaral quer que deem certo todos os ataques de Bolsonaro aos direitos mais elementares do povo brasileiro. Para ela, tem que dar certo o roubo da aposentadoria, a destruição das universidades públicas, o Escola Com Fascismo, a entrega da Petrobras e da Amazônia, as privatizações, os massacres contra os sem terra, os assassinatos da PM, o fim dos direitos das mulheres… Porque Bolsonaro foi imposto na presidência da República para realizar esses objetivos da burguesia fascista.

De acordo com a correia de transmissão do abutre Ciro Gomes, se o governo Bolsonaro “não der certo”, as pessoas podem questionar a “democracia”. Com essa frase, ela ganhou mais um biscoito de seu dono, Jorge Paulo Lemann, segundo maior bilionário do Brasil (e homem mais rico da Suíça, paraíso dos banqueiros sonegadores).

A democracia de Tabata Amaral é a mesma democracia de Bolsonaro, que é a mesma democracia de Lemann, que financia Tabata Amaral. Essa democracia é o regime estabelecido no Brasil após o golpe de Estado que derrubou Dilma Rousseff, eleita com 54 milhões de votos. É a democracia que colocou Temer no poder, que aumentou exponencialmente a fome, a miséria, os assassinatos cometidos pela PM, que destruiu a CLT, que deu imenso poder aos militares, que estabeleceu uma ditadura do poder Judiciário. Essa democracia de Tabata Amaral é, em suma, o próprio governo Bolsonaro.

Questionar “a própria democracia”, na verdade, é questionar tanto o governo Bolsonaro, como o regime golpista de conjunto, quanto o próprio regime burguês. Porque Bolsonaro nada mais é do que uma consequência do endurecimento da ditadura da burguesia sobre o povo. A “democracia” que Tabata tem medo que questionem já não é uma verdadeira democracia, uma democracia com o mínimo respeito aos direitos fundamentais do povo. Na fase em que o capitalismo se encontra, ainda mais em um país atrasado e oprimido pelo imperialismo como é o Brasil, a democracia já virou pó há muito tempo e o último resquício dela foi destruído com o golpe de 2016.

Portanto, se o povo questiona essa “democracia”, está na verdade questionando o brutal controle da burguesia e do imperialismo, está se colocando contra a total opressão sofrida pelas massas populares. Está, na verdade, exigindo uma verdadeira democracia, que leve as classes populares ao poder, garantindo seus direitos básicos de sobrevivência.

Defender a “democracia” que é o Brasil hoje, é defender o golpe de Estado e o governo Bolsonaro. Tabata, colocada no Congresso para advogar os interesses dos grandes capitalistas como é o dono da Ambev, não quer que o povo entre em ação e se organize contra Bolsonaro e os golpistas. Porque isso seria ferir os interesses de Lemann e das fundações controladas por outros imperialistas que a promoveram através de sua bolsa de estudos em Harvard e em seus “movimentos” aos quais também participam membros do Partido Novo, o partido dos banqueiros.

É justamente por isso que ela completou, mais adiante na entrevista: “Tenho muito medo da polarização.” A polarização significa exatamente que os trabalhadores percebem a direita como sua inimiga e estão cada vez mais dispostos a combatê-la. É o acirramento da luta de classes, em uma situação de crise da burguesia, na qual as camadas oprimidas têm a chance de se organizar para derrubar Bolsonaro, o golpe e, eventualmente, o próprio regime burguês.

Novamente, Tabata Amaral enfatiza de que lado está. Um agente do imperialismo infiltrado em setores da esquerda, fingindo ser de esquerda mas que está justamente trabalhando contra a esquerda, os trabalhadores e a favor dos patrões capitalistas e do próprio governo Bolsonaro.

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