Frigoríficos são responsáveis por aumento de acidentes e doenças do trabalho no Mato Grosso do Sul

adidentes em frigorificos - 16-02-2018

Conforme dados do Ministério Público do trabalho (MPT) sobre condições de trabalho no Mato Grosso do Sul, houve registro de aumento nos acidentes e doenças ocupacionais neste estado. No ano de 2018 foram registradas 8.331 ocorrências uma diferença de 3% a mais do que 2017 quando foram registrados 8.091 acidentes, sendo a indústria frigorífica o setor com maior percentual de acidentados e doentes devido às péssimas condições no ambiente de trabalho.

Em determinados municípios do estado, o aumento chegou a mais de 16%. Dourados, por exemplo, foi um desses municípios. Os principais responsáveis foram, no Centro Oeste, incluindo Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, os frigoríficos, sempre listados nos levantamentos com os primeiros colocados, em se incluindo todos os ramos de atividades e na sua quase totalidade do país, no setor industrial, esse ramo de atividade está, também, em primeiro lugar.

Os dados, no entanto são bastante subestimados, sabe-se que os patrões procuram ocultar o tamanho da tragédia que ocorre em suas empresas por conta da total negligência em relação às condições de trabalho.

A ilustração dessa situação foi, no último mês de março, onde um jovem operário foi triturado pelo moedor de carnes, em uma cidade do Mato Grosso do Sul.

Para os patrões o que importa é a produção e o volume de dinheiro das contas bancárias aumentando. Não são levados em consideração ou vistos como necessários gastos com melhores condições de vida e trabalho.

A forma para solucionar tais atrocidades só poderá se dar, não isoladamente, através dessa ou daquela indústria, mas juntamente com toda a classe trabalhadora e a população explorada, por meio de organização como os comitês de luta contra o golpe, em todo o país, vários deles, pois toda essa situação envolve o próprio governo fraudulento e golpista do Jair Bolsonaro e, no caso da indústria da alimentação, como os frigoríficos, por exemplo, a ministra da agricultura e, também golpista, Tereza Cristina que, por interesse próprio e com o intuito de pagamento pelo financiamento do golpe, quer deixar os patrões da alimentação, como os da carne, entre outros, livres para escravizar seus funcionários, livres de qualquer fiscalização.