Campanha salarial
Diante de lucros astronômicos, patrões de frigoríficos sequer chamaram qualquer reunião. Os trabalhadores não querem enrolação e exigem imediata abertura das negociações
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
noria de abate de frangos
Linha de produção em abatedouro de frango | Foto: Reprodução

Este mês é a data base dos trabalhadores nas indústrias de carne, derivados e do frio no estado de São Paulo, no entanto, os patrões estão ignorando a campanha salarial, uma vez que, a pauta já foi entregue desde foi início de outubro, ja se assaram 20 dias e até agora não houve nenhuma reunião de negociação.

Apesar do setor industrial de frigoríficos ter obtido, durante todo o ano, altíssimos lucros, os patrões sempre insinuam que estão esperando que seja apresentado o índice inflacionário referente ao mês de outubro, quando fecha o ano e que é considerado, somente para os trabalhadores, como base de cálculo a inflação manipulada de novembro de 2019 até outubro de 2020.

No entanto, o ultimo índice manipulado do governo golpista do fascista Bolsonaro já foi divulgado e, não há nenhum motivo para demorar a iniciar-se as negociações, mesmo porque, já estamos chegando ao final de novembro, data base da categoria dos trabalhadores em frigoríficos.

Os produtos alimentícios relacionados aos frigoríficos, como a carne bovina, suína e de frangos, bem como, todos os embutidos, como linguiça, salsicha, mortadela, presunto e demais produtos processados tiveram reajustes que ultrapassaram os dois dígitos. Há exemplos de produtos que foram reajustados em mais de 25% durante o ano.

Os balanços apresentados na imprensa representam lucros astronômicos. Um desses casos foi o que apresentaram os frigoríficos do grupo JBS/Friboi. No terceiro trimestre, o lucro líquido desse grupo foi de R$ 3.123 bilhões, mais de 778% em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior, de 2019, no segundo trimestre o lucro foi ainda maior, ou seja, R$ 3.379 bilhões apesar dessa situação, os patrões chorões, se negam a realizar qualquer negociação. Isso tudo, em meio à pandemia do coronavírus.

Os trabalhadores já esperaram um ano sem que houvesse qualquer reajuste salarial, enquanto os patrões vem cada vez mais, aumentando o volume de dinheiro em suas contas bancárias. É hora dos trabalhadores receberem o reajuste, fruto de seu suor.

Os trabalhadores lutam por:
Reposição das perdas salariais de 48%, o correspondente ao período confiscado pelo governo FHC, os três anos em que operários recusaram em assinar o rebaixamento da pauta;
Redução na jornada de trabalho para 35 horas semanais, sem redução nos salários;
Salário mínimo de R$ 5.000,00;
Cesta Básica de 45 quilogramas;
Convênio médico gratuito para todos os trabalhadores e sua família;
Os trabalhadores exigem seja discutida a situação dos trabalhadores, quanto às condições de saúde e segurança no trabalho, diante da pandemia do coronavírus, onde a situação é de verdadeira tragédia. São mais de 200 mil trabalhadores contaminados em todo o país, bem como enorme número de mortos, devido ao descaso dos patrões, no estado de São Paulo a situação não é diferente.
Os trabalhadores exigem a abertura das negociações imediatamente, chega de enrolação.
O sindicato dos trabalhadores nas Indústrias de Carne, Derivados e do Frio no estado de São Paulo está percorrendo as regiões e debatendo com os operários, nas portas das fábricas sobre os encaminhamentos da assembleia, com o boletim Faca Afiada e demais materiais da campanha.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas