Frigoríficos: mais de 70% dos trabalhadores são vítimas das péssimas condições de trabalho

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Os próprios patrões do ramo dos frios  reconhecem que a quase totalidade dos trabalhadores sofreram, e sofrem nas fábricas por não haver sistema de proteção e segurança.

Em um abatedouro de Frango, em Santa Catarina, o levantamento feito pela Perdigão, empresa do grupo BRF – Brasil Foods constatou que, do total de seus trabalhadores, mais de 70% sofrem ou já sofreram acidentes e/doenças ocupacionais. O mesmo grupo constou que no abate de suínos, a situação não é muito diferente, veja dados abaixo:

68,1% dos empregados do setor de aves sentem dores causados pelo trabalho;
65,31% dos empregados do setor de suínos sentem dores causados pelo trabalho;
61,79% dos empregados estabelecem relação entre a dor e o trabalho desenvolvido na área de aves
60,34% dos empregados estabelecem relação entre a dor e o trabalho desenvolvido na área de aves;
70,89% dos postos precisam de intervenção ergonômicas no setor de aves;
95,5% dos postos precisam de intervenção ergonômicas no setor de suínos;
30,24% dos empregados manifestaram dormir mal no setor de aves e 33,18% no setor de suínos;
49,64% dos empregados manifestaram se sentir nervosos, tensos ou preocupados no setor de aves e 50,43% no setor de suínos;
12,26% dos empregados manifestaram que alguma vez pensou em acabar com a sua vida no setor de aves
13,46% dos empregados manifestaram que alguma vez pensou em acabar com a sua vida no setor de suínos.
Cerca de 20% de toda a mão de obra em frigoríficos vem sendo acometida de doenças ocupacionais.

Aqui não é feito o levantamento de quantos trabalhadores morrem em consequência da irresponsabilidade dos próprios patrões que admitem terem as fabricas, para lucrar muito e o resultado é a total destruição dos trabalhadores, que apesar de serem considerados como máquinas que, quando ficam velhas jogam fora, fazem igual ao documentário realizado pela ONG Repórter Brasil, cujo título é “Moendo Gente”.  Talvez o título tenha vindo da observação da situação, vista presencialmente da tamanha atrocidade cometida no chão da fábrica.

Esse levantamento foi realizado há uns seis anos atrás, porem a situação dos acidentes e doenças ocupacionais não diminuíram, ao contrario, os patrões continuam sendo os recordistas em negligências em suas fábricas pela falta de equipamentos de segurança e de condições de trabalho.