Todos à greve pela vida
CUT e demais organizações de trabalhadores em frigoríficos se organizam para paralisar as atividades do setor devido a vulnerabilidade ao contágio pelo COVID-19
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Fachada de entrada do BRF - Brasil Foods
Mais de 1.160 trabalhadores com COVID-19 numa única unidade da BRF em Toledo, no Paraná | Foto: Reprodução

Em um artigo na Folha de Pernambuco há um depoimento de um funcionário onde ele apresenta a situação dentro do frigorífico, conforme diz esse funcionário, cujo nome foi trocado devido à repressão, peculiar aos patrões escravistas desse setor. “Milton, 52, perder o paladar por causa da Covid-19. Hipertenso, teve febre, dores de cabeça e no corpo em abril. Foi afastado do trabalho e retornou há poucos dias ao posto. Com certeza peguei no frigorífico”.

Milton mora em Lajeado (RS), cidade com incidência de Covid-19 de 3.010 casos para 100 mil habitantes, quase o quádruplo da capital, Porto Alegre, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Esses são dados oficiais, no entanto, os fiscais, em números ínfimos, não dão conta de apresentar a verdadeira realidade que, é de todas as maneiras ocultadas pelos patrões, enquanto os governos federal, estaduais e municipais, para preservar o lucro desses patrões escravocratas, ignoram olimpicamente essa situação catastrófica.

Tomando-se par base somente as informações divulgadas oficialmente, mais de 11 mil trabalhadores foram contaminados nos estado do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Assim como o Brasil, não se sabe ao certo, o numero de pessoas contaminadas devido, em primeiro lugar, ao governo golpista do fascista Bolsonaro, como também, os governos estaduais e municipais, porque escondem a sete chaves e os contaminados e mortos são várias vezes mais.

Os patrões utilizam do mesmo método, e não fornecem nenhuma informação, deixando o quadro do contágio e mortes obscuros. Os trabalhadores foram os que puderam fazer com que os representantes do setor, como sindicatos, federações e confederações pudessem ter a situação mais transparente. Nesse sentido, através dessas informações foram constatadas no Brasil, mais de 125 mil operários do setor industrial de frigoríficos contaminados, onde o próprio governo afirma existir um pouco mais  de 500 mil trabalhadores, ou seja, mais de 25%, o que denota uma situação catastrófica imposta pelos patrões escravistas.

Unificar a luta em todo o país e preparar imediatamente a greve

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), através da Confederação Brasileira de trabalhadores da Alimentação (Contac), confederação Nacional de trabalhadores da Alimentação (CNTA Afins) e Regional Latino-americana da União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação (Rel-Uita) criaram uma campanha intitulada “Carne do Trabalhador”.

Alertam que os patrões se negam a discutir o assunto, os sindicatos disseram às confederações, da dificuldade de haver diálogo com os patrões. Ou seja, preferem deixar os seus funcionários à sua própria sorte a ter que diminuir o lucro de suas fábricas, o que tornou, desde o início da pandemia do coronavírus, uma verdadeira tragédia.

É preciso colocar, imediatamente, em ação a mobilização para que a greve ocorra, a vida dos trabalhadores sejam preservadas e, que todas as entidades representativas dos trabalhadores no setor frigoríficos, sindicatos, federações, confederações, etc. abram as portas para que os trabalhadores possam levar suas queixas e reivindicações e não só isso, chamar assembleias em todas as fábricas em todas as regiões do país.

É necessário ainda, para derrotar essa política genocida dos patrões e seus governos, colocar para fora Jair Bolsonaro e todos os golpistas, bem como chamar por eleições gerais.

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