É preciso agir
Patrões e seu governo se calam diante da tragédia dentro dos frigoríficos
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mesas de produção em frigoríficos
Mesa de produção de aves em abatedouros | Foto: Reprodução

Os patrões, ao não conseguirem esconder a super exploração e o lucro, cada vez mais acabam mostrando um pouco do caos reinante dentro de seus frigoríficos.

Essa é a situação de uma das indústrias do frigorífico Minerva da cidade de Barretos, município do estado de São Paulo. Essa fábrica, cuja produção é em mais de 70% destinada à exportação e 37% é destinado ao mercado chinês, foi impedida de exportar seu produto para esse país asiático.

De acordo com a imprensa venal da Globo, através da revista Globo Rural, na última quarta-feira (30) nem os donos da Minerva nem as autoridades chinesas disseram qual o motivo do impedimento. No entanto não é preciso fazer muito esforço, nem teste de adivinhação para saber que é devido à pandemia do coronavírus.

No último período, a partir de junho, a China impediu vários frigoríficos do Brasil de exportar carne para aquele país, e o argumento é de contaminação dos produtos brasileiros, a Aurora, por exemplo, teve um carregamento todo de produtos de frango embargado, o frigorífico, que havia feito um acordo com o Ministério Público do trabalho (MPT) de Santa Catarina, de acatar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), devido às péssimas condições de trabalho de seus funcionários, falta de equipamentos, insumos, etc., principalmente, por conta da contaminação de seus funcionários pelo coronavírus, somente depois desse embargo é que, pasmem, o grupo Aurora veio a realizar teste em alguns de seus funcionários.

Já foram denunciados vários casos de contaminação de trabalhadores do frigorífico Minerva, como o que ocorreu em Araguaína, cidade de Tocantins, onde mais de 50 funcionários foram contaminados.

Para os patrões, não importa se existem trabalhadores contaminados, é preciso produzir

Há uma preocupação muito grande no neste setor industrial, para que se dê conta da produção para exportação, o Minerva, por exemplo, está abatendo por hora 80 animais, considerando-se dois turnos de 8 horas, e o frigorífico funcionando em dois turnos, são mais de 1300 animais. Para os patrões genocidas manterem o ritmo de produção para não há como dispensar trabalhadores que estão doentes, como fez o JBS, onde o trabalhador, mesmo com atestado, comprovando estar com os sintomas do COVID-19, não foi dispensado do trabalho, ou seja, impõem um regime de escravidão para manter o altíssimo lucro, nas costas desses operários.

Em São Paulo, o maior estado do país, tanto do ponto de vista da população, como economicamente falando.  A exemplo do Rio Grande do Sul, onde a contaminação de trabalhadores estava se alastrando por todos os frigoríficos, o governador Eduardo Leite fazia de tudo para que não fosse divulgado o tamanho da tragédia, no caso de São Paulo, governado pelo Doria, do mesmo partido golpista de Eduardo Leite, faz de tudo e mais um pouco para evitar a hecatombe existente nos municípios onde estão localizados os frigoríficos, um exemplo dessa situação é a JBS/Friboi, em todo o Brasil, onde há uma fábrica desse grupo de frigoríficos, há trabalhadores contaminados, no entanto, onde a se localiza a matriz do grupo, não há um único caso mencionado em toda a imprensa, no entanto, o JBS se localiza em várias cidades pelo estado. Paira no ar de que os interesses em ocultar o tamanho da catástrofe é algo combinado com a imprensa. Ainda mais, no Estado com maior número de casos de contaminação e mortes pelo coronavírus em todo o país.

Parar os frigoríficos para não morrer

É necessária a mobilização dos trabalhadores dentro das fábricas, para que possam manter suas vidas, o que significa se organizar para uma greve, que deverá ter como objetivo a paralisação em nível nacional. Ou seja, somente na luta é que os patrões aprenderão a respeitar os seus funcionários.

Portanto o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de carne, Derivados e do Frio no Estado de São Paulo, juntamente com a Central Única dos trabalhadores (CUT), dentre outras organizações como a Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (Contac) decidiram que, caso os patrões insistam em não a atender às reivindicações dos trabalhadores, diante das péssimas condições de trabalho e da pandemia do coronavírus vão paralisar as atividades dos frigoríficos com uma greve até que as questões sejam resolvidas.

É preciso pôr para fora Bolsonaro, e todos os golpistas e realizar eleições gerais com Lula candidato.

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