Trabalhadores em frigoríficos
Os patrões, para esconder a tragédia, como o vazamento de amônia, vivem contando mentiras
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nória de abate de gado - 22-06-2020
Tendal de bovinos | Foto: Reprodução

O que faz um patrão dizer que um produto altamente perigoso à saúde do ser humano, como o gás amônia, não pode causar mal algum à população, após ter um vazamento em seu frigorífico, o Itajara, localizado na cidade de santa Cruz do rio Pardo, município do estado de São Paulo. Foi bem isso que Ronaldo Rodrigues Alves cinicamente disse diante das inúmeras denúncias do vazamento em sua fábrica.

Para disfarçar a situação que, escondendo o tamanho, o patrão Ronaldo, tentou explicar o inexplicável. Ele disse o seguinte: o cheiro da amônia é realmente muito forte e característico. “No entanto, somente pode causar algum dano — como irritação nos olhos ou dores de cabeça — em pessoas que estejam bem próximas do vazamento. Não é o caso dos moradores da região.”

Em primeiro lugar, com o vazamento do gás amônia, há grande possibilidade de vir a ocorrer uma explosão e, escondendo os estragos tamanhos que a inalação do gás pode causar.

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em seu sitio, os “efeitos adversos à saúde humana: o Amoníaco, devido à liberação de Amônia, pode ser sufocante e de extrema irritação aos olhos, garganta e trato respiratório. Dependendo do tempo e nível de exposição, podem ocorrer efeitos que vão de suaves irritações à severas lesões no corpo, devido a sua ação cáustica alcalina. Exposições à altas concentrações – a partir de 2500ppm por um período de 30 min. – pode ser fatal. O contato do Amoníaco pode causar severas queimaduras nos olhos e pele. Extensas queimaduras podem levar à morte. Principais partes atingidas: Olhos, pele e sistema respiratório”.

Quando ocorre acidente, onde são envolvidos vários trabalhadores, bem como a população, como nesse caso, onde os vizinhos começaram a denunciar e ligar para o corpo de Bombeiros, os patrões tentam, de todas as formas esconder a todo o custo a tragédia.

Um caso idêntico a esse ocorreu no frigorífico BRF – Brasil Foods, na cidade de Uberlândia, município de Minas Gerais, lá os patrões, responsáveis pela fábrica sequer ligaram para o corpo de Bombeiros para avisar do acidente, no entanto, os moradores das proximidades, alguns até tiveram que ser socorridos, foram os responsáveis pelo pedido de socorro do Corpo de Bombeiros.

No mesmo estado, na capital Belo Horizonte, a população, bem como, os próprios trabalhadores tiveram que ser evacuados para mais de um quilômetro de distância do local do frigorífico onde ocorreu o acidente.

E, como tradicionalmente o cinismo já vem pronto, Ronaldo Rodrigues Alves disse que o frigorífico Itajara possui programas de gerenciamento de riscos, especialmente para a substância amônia anidra, além de um plano de evacuação de emergência, mediante treinamentos simulados. “Sempre é possível que aconteça algum acidente ou falhas, mas temos toda uma rede de segurança e nossos colaboradores são profissionais treinados para qualquer procedimento.”

Para manter o lucro, os patrões podem matar os trabalhadores, a população vizinha, e não se incomodam de que isso ocorra, a exemplo da explicação estapafúrdia do dono genocida do frigorífico.

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