COVID-19 em frigoríficos
Forçados a revelar a situação devido à pressão dos trabalhadores, Secretária de Estado e saúde do MS manobra para tentar impedir a interdição do frigorífico
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campanha-frigorificos - 2020
Cartaz de campanha de denuncia do genocídio em frigoríficos | "Foto: Reprodução"

No último dia foi desvendado mais uma das manobras dos frigoríficos para esconder a tragédia existente, quanto ao astronômico número de contaminação dos frigoríficos.

Conforme a imprensa venal, o portal Campo Grande News da última quinta-feira (02) relatou que, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) do Estado de Mato Grosso do Sul, já tinha descartado os testes e a interdição do frigorífico Naturafrig, da cidade de Rochedo, devido à contaminação dos trabalhadores pelo coronavírus. No entanto, com a pressão dos operários que denunciaram o caso, a SES, momentaneamente não liberou totalmente a empresa de qualquer medida, somente por isso.

Apesar do artigo do Campo Grande News não divulgar o tamanho da catástrofe em períodos anteriores, demonstrando que os números foram camuflados desde o início, quando o Naturafrig já havia sido interditado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e a possibilidade de um novo fechamento da unidade depois que 28 novos casos de COVID-19 foram confirmados.

Um detalhe muito importante a mencionar é a manobra feita desde o início da pandemia, como forma de ocultar a situação dentro dos frigoríficos e, desta forma desviar a atenção a essa marca, onde já começava a aparecer casos nesse setor industrial. Ou seja, a empresa, em uma campanha demagógica, ao qual o vice-presidente do sindicato da indústria do setor é um dos donos do Naturafrig.

A tragédia cometida contra os trabalhadores pelos patrões genocidas

Os exemplos de casos de contaminação em frigoríficos são vastos e todos bem parecidos como os escondidos pelos patrões, um deles o Naturafrig, em Pirapozinho, município do Estado de São Paulo, do governo Doria, do golpista PSDB, com 900 trabalhadores. Lá foi forçada a interdição das atividades por duas vezes, a última foi na segunda quinzena de agosto, ou seja, de 16 e 31 desse mês. O frigorífico, no entanto, para disfarçar que existia um grande contingente de trabalhadores contaminados, utilizou-se da imprensa venal, tanto para se calar, como para disfarçar tamanha tragédia, como estamos vendo agora no artigo de Campo Grande News. No entanto, a interdição do frigorífico de Pirapozinho só se deu porque houve, em primeiro lugar, as inúmeras denuncias dos trabalhadores e, o Ministério Público do Trabalho (MPT), diante dessas denuncias tiveram de esboçar alguma ação e acabaram propondo um acatamento do Termo de Ajustamento de Conduta que, apesar dessas empresas nunca cumprirem, para se livrarem fingem concordância.

Os patrões e governos golpistas no esforço para não repercutir as denúncias

Uma informação importante quanto aos governos, o governador Reinaldo Azambuja, assim como Doria, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, onde a contaminação de trabalhadores estava se alastrando por todos os frigoríficos, o governador fazia de tudo para que não fosse divulgado o tamanho da tragédia, todos esses governadores representantes do golpista PSDB, ou seja, fazem uma campanha enorme para “obter consentimento dessa venal imprensa” para preservar o silencio.

É necessária a mobilização dos trabalhadores dentro das fábricas, para que possam manter suas vidas, o que significa se organizar para uma greve, que deverá ter como objetivo a paralisação em nível nacional. Ou seja, somente na luta é que os patrões aprenderão a respeitar os seus funcionários.

Portanto o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de carne, Derivados e do Frio no Estado de São Paulo, juntamente com a Central Única dos trabalhadores (CUT), dentre outras organizações como a Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (Contac) decidiram que, caso os patrões insistam em não a atender às reivindicações dos trabalhadores, diante das péssimas condições de trabalho e da pandemia do coronavírus vão paralisar as atividades dos frigoríficos com uma greve até que as questões sejam resolvidas.

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