Diversidade de organizações
A união de forças políticas não homogêneas materializa a política revolucionária de combate ao fascismo
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editorial
DCO | fotos: eduardo matsyak

O grande número de manifestações de solidariedade com este Diário, contra o ataque sofrido, das mais diversas forças políticas brasileiras populares, muitas das quais têm enormes diferenças com o PCO, mostrou a importância da unidade da esquerda na luta contra o fascismo.

No ato, que ocorreu neste sábado (8) em S. Paulo, diversas personalidades e lideranças políticas mandaram suas mensagens de apoio. Vale destacar aqui duas muito especiais. A primeira, da ex-presidenta Dilma Rousseff, que foi derrubada pelo golpe de Estado e a segunda do também ex-presidente, Luis Inácio Lula da Silva. Ambas tem uma importância fundamental.

Dilma Rousseff foi a presidenta atacada pela extrema-direita através do golpe. Lula, que é peça fundamental na situação política brasileira, foi e ainda é o franco favorito nas eleições presidenciais, mas é o cidadão que os golpistas mantém sem direitos políticos para que seja possível o aprofundamento do golpe e da ditadura no Brasil.

O ponto inicial é obviamente a campanha em defesa deste jornal contra os ataques criminosos do fascismo. No entanto, é importante ressaltar um acontecimento fundamental que o PCO está realizando: a união de diversas forças políticas da esquerda vinculada ao movimento popular numa luta em comum entre todos.

A campanha em defesa da imprensa operária foi lançada praticamente de forma instintiva. Hackers fascistas atacaram esse jornal com o intuito de destruí-lo completamente. Um empastelamento digital. Queriam calar a voz dos oprimidos, a voz dos que lutam contra o golpe de Estado e pelo Fora Bolsonaro. Uma espécie de tentativa de assassinato ideológico e intelectual.

No ato em repúdio, todos que assistiram puderam constatar, a imensa diversidade de apoios enviados. Manifestações de grupos políticos que possuem uma série de divergências políticas e de choques sistemáticos com o PCO. O Partido dos Trabalhadores, mas também o PCB e o PSTU são exemplos. Se realizou uma reunião de forças que não são ideologicamente homogêneas, não pensam de mesma forma sobre as questões fundamentais, mas que se reuniram numa campanha, isto é, numa luta, muito importante e que é comum a todos, que é a luta contra os ataques fascistas em um momento em que o fascismo levanta a cabeça em todo o mundo.

Diante dessa ameaça, a campanha em defesa deste Diário materializou um dos principais eixos da política revolucionária, que é a unidade de amplos setores da classe trabalhadora contra o fascismo.

A revoada das galinhas verdes foi um exemplo claro dessa unidade. Em 1934, na época em que o fascismo levantou a cabeça no Brasil pela primeira vez, militantes trotskistas, do Partido Comunista stalinista e anarquistas se unificaram para dissolver um comício integralista que ocorria na Praça da Sé, na cidade de S. Paulo.

Esse acontecimento se tornou um símbolo da luta antifascista. As forças que se uniram naquele momento eram organizações muito difíceis de chegarem a um acordo, mas mesmo assim foi feita uma unidade no sentido da autopreservação das organizações operárias contra o fascismo.

E essa é a tarefa do momento no Brasil na atual situação política. Essa campanha materializou o que essa política procurou realizar. Começa a se tornar concreta a ideia de que, independente das posições políticas e ideológicas, da bandeira partidária ou sem partido, é necessária a unificação da esquerda, das organizações operárias e populares para combater o fascismo.

Neste método será possível avançar, unindo os setores que são efetivamente contra o fascismo, que não são a burguesia, numa luta a ferro e fogo, numa guerra contra o fascismo. Como em vários outros momentos históricos, onde a classe operária se levantou contra a extrema direita, através desse método será possível derrotar o fascismo, a ditadura e o golpe de Estado que o povo brasileiro sofreu em 2016.

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