Frente eleitoral não é frente antifascista

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Lula é o candidato preferencial do povo brasileiro do ponto de vista do voto, imbatível em todas as pesquisas, por isso os golpistas proibiram Lula de concorrer.

Com a retirada arbitrária de Lula das eleições, e sua substituição por Fernando Haddad, a burguesia golpista mostrou com mais clareza seus planos para as eleições de 2018.

Sem Lula, a base do plano dos golpistas é usar o fascista Jair Bolsonaro do PSL como espantalho, como o monstro que pode colocar fogo no Brasil, e diante disso, a direita está movimentando todas as suas forças para que o povo vote em qualquer candidato, até mesmo no direitista Geraldo Alckmin, que também é fascista, membro da Opus Dei. Qualquer um menos no Bolsonaro.

Uma das campanhas é  a #Ele não!, campanha organizada sem identificação, “apartidária” e com vários artistas globais.

Esse movimento marcou um ato para o dia 29 de setembro, para juntar todos contra Bolsonaro, o maligno, mas não dizem em quem o povo deve votar, apenas que não se deve votar em Bolsonaro.

Mas essas manobras não param por aí. Recentemente a burguesia lançou em um manifesto antifascista, que teve assinatura de Chico Buarque, mas é encabeçado pelo jurista Miguel Reale Júnior, um dos artífices do impeachment de Dilma Rousseff

É necessário lembrar que uma frente pela democracia e contra o fascismo não pode ser feita com golpistas, que apoiaram o golpe e muito menos com o PSDB de Alckmin que é fascista e é o candidato que aplica em São Paulo o que Bolsonaro propõe para o Brasil.

A frente antifascista tem que ser feita com as organizações de luta da classe operária, que luta na prática contra o fascismo, o que o PT e a esquerda está fazendo com a direita não passa de uma frente eleitoral e, pior, uma frente eleitoral contra Bolsonaro feita para a direita ganhar e não os trabalhadores que lutam contra o golpe.