Frente com a direita golpista: PSTU argentino tenta explicar por que os morenistas não defendem Lula

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O golpe de 2016, que depôs uma presidenta eleita por mais de 50 milhões de votos, desencadeou, em todo o país, uma forte tendência à mobilização dos trabalhadores, organizações de esquerda e setores democráticos. Como consequência disso, o PCO ficou nacionalmente conhecido como o partido da luta contra o golpe, pois foi o único que soube analisar cada etapa da ofensiva da direita e propor uma perspectiva de luta aos trabalhadores.

Se, por um lado, o Partido da Causa Operária se tornou conhecido como um representante legítimo da tendência dos trabalhadores e demais oprimidos pelo golpe a enfrentar a burguesia, o PSTU tem se firmado, cada dia mais, como a organização de esquerda com posições mas pró-imperialistas.

Recentemente, no entanto, os morenistas demonstraram que seu empenho para defender os maiores exploradores da humanidade continua de pé. Em um artigo assinado pelo “PSTU-Argentina”, os morenistas tentam explicar, sem o menor sucesso, que Lula deve mofar na cadeia.

Em uma análise rasa, o artigo diz que “Lula deixou de ser um operário e se converteu em um dirigente corrupto que hoje está sendo julgado por ter feito negócios a partir do Governo, utilizando os recursos do Estado para seu benefício pessoal”. O que o artigo não explica, no entanto, é o porquê que os golpistas passaram por cima de todas as leis existentes para prender alguém que é facilmente corrompido. Afinal, se Lula é apenas um corrupto e não tem nada a ver com o movimento operário, nada justificaria tamanha perseguição.

O artigo, além de ser de uma imensa infantilidade política, é também nitidamente mentiroso. Segundo os morenistas, “apesar das imagens onde  era possível  ver algumas pessoas ao redor do sindicato onde Lula se refugiou, a realidade é que os trabalhadores e o povo não saíram às ruas para impedir que Lula fosse encarcerado”. Ou seja, para tentar comprovar sua tese ridícula, o PSTU chega ao absurdo de ignorar as dezenas de milhares de pessoas que foram para o Sindicato dos Metalúrgicos, as caravanas de vários Estados e o próprio apoio eleitoral que as pesquisas das instituições golpistas não conseguem esconder.