Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
ciro
|

A prisão do ex-presidente Lula foi precedida por uma mobilização histórica dos trabalhadores. Em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, milhares de trabalhadores impediram durante horas, na marra, que a Polícia Federal golpista prendesse o maior líder popular do país. Nesse belo exemplo de luta, os trabalhadores deram uma pequena demonstração da forte disposição que há para a luta contra o golpe e o total repúdio a um acordo com os golpistas.

Apesar dos acontecimentos de São Bernardo, alguns setores da esquerda nacional continuaram insistindo em evitar a luta contra e direcionar todas as energias do movimento operário para “virar a página do golpe” – isto é, esquecer que houve um golpe, esquecer que o ex-presidente Lula está preso e encarar as eleições deste ano como se fossem as mais “normais” e democráticas da história. Apostando no nome de Ciro Gomes – o “candidato da esquerda” preferido pela direita golpista, esses setores defendem que os trabalhadores não lutem contra o golpe e se preocupem apenas em eleger o candidato supostamente melhor.

Utilizando o argumento falso de que o fundamental para a esquerda seria discutir um programa de governo e formar uma aliança ampla para as eleições, esses setores da esquerda nacional que defendem a candidatura de Ciro Gomes, em especial o PC do B, estão buscando paralisar a Frente Brasil Popular e acabaram levando ao adiamento do Congresso do Povo, previsto para acontecer em julho e que está sendo adiado para fevereiro de 2019.

Com essa política buscam fazer da FBP não uma frente de luta, de unificação de toda a esquerda no combate ao golpe de estado, mas em um ajuntamento sem conteúdo definido e que debate a situação, discute “alternativas”, apresenta um programa geral e genérico, mas não é capaz de mobilizar efetivamente pelas questões mais centrais e decisivas para os explorados e suas organizações de luta.

A paralisia provocada por setores abutres da esquerda nacional deve ser denunciada e combatida pelos trabalhadores. É necessário responder à paralisia com uma grande mobilização dos trabalhadores contra o golpe – uma mobilização que passa necessariamente pelo fortalecimento dos comitês de luta contra o golpe, pela anulação do impeachment, pela liberdade de Lula etc. e pela construção da Conferência Nacional Aberta de Luta Contra o Golpe.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas