Esquerda com medo do povo
No ato da paralisação dos entregadores do DF, alguns organizadores aplaudiram a presença dos parlamentares e da polícia, proferindo sobre o apartidarismo e a frente parlamentar.
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“breque dos apps” em frente ao Congresso Nacional, em Brasília | Foto: Sérgio Lima / Poder 360

Ontem, dia primeiro de julho, ficou marcada a presença e a combatividade dos entregadores de aplicativo em todo território nacional. A greve, com os atos e os piquetes, quebrou o já fragilizado dique de contenção da esquerda pequeno burguesa. Essa, arquiteta da frente ampla com a direita, desde o começo da pandemia vai contra as mobilizações, e agora quando o povo – quem segura a crise nas costas – sai às ruas, ela busca sabotar sua luta política, e transformá-la em uma luta institucional.

No Distrito Federal a concentração foi no TJDF e ao Palácio do Buriti. Cerca de 200 entregadores, motoboys e apoiadores, em suas motos e suas bicicletas seguiram pela esplanada e ocuparam o eixo monumental. É importante deixar claro que os trabalhadores passaram por cima das direções pelegas dos sindicatos e das organizações de esquerda, e construíram o ato com suas próprias mãos. Mesmo assim, como foi o caso do DF, a manifestação foi parasitada por discursos eleitoreiros e desmobilizadores.

Um dos organizadores falou que era um movimento apartidário, sem “politicagem”, voltado apenas para as reivindicações da categoria. Ele também gratificou a presença dos parlamentares presentes, especialmente da Érika Kokay (PT) e Fernanda Melchionna (Psol). Nesse sentido, anunciou que foi formada uma frente parlamentar para combater a exploração dos entregadores, construída com o deputado Fábio Félix do Psol. Ao finalizar seu discurso, quase tinha se esquecido de elogiar a polícia militar, quando um companheiro ao seu lado o relembrou, e ele agradeceu a presença e a disposição dos policiais para garantir a “segurança” do ato.

Dito isso, fica evidente em primeiro lugar a influência da frente ampla dentro da organização do movimento, que pretende ganhar votos para seus candidatos. Em segundo lugar, o outro objetivo dessa esquerda asquerosa, é acabar com a mobilização criada pelos trabalhadores. Isso decorre da política pequeno burguesa de esconder o caráter completamente antidemocrático da burguesia, o qual impossibilita o avanço de qualquer reforma ou proposta medíocre. Além disso, ao elogiar a polícia e colocar as reivindicações em um panorama mínimo, contrapõe-se diretamente a combatividade de quem construiu o ato, uma ação desmobilizadora.

A vitória não será parlamentar, inclusive, as emendas para o apoio dos entregadores foram vetadas pelo próprio presidente, como disse Kokay em entrevista durante o ato. As alas mais à direita da esquerda temem a mobilização, pois sabem que o povo organizado na rua colocará em xeque suas posições políticas. Finalmente uma luta puramente econômica, apenas pelos interesses da categoria, não abarca uma perspectiva de mudança real. Os entregadores sofrem diariamente para garantir o lucro de seus patrões dos monopólios internacionais, como também sofre toda a população pobre do País frente aos ataques do programa genocida de Bolsonaro e dos Golpistas. 

Os trabalhadores precisam ter como exemplo o que ficou claro com a paralisação do dia primeiro, é possível e necessário se mobilizar independente do que colocam diversas alas da esquerda. Além disso, é preciso denunciar sistematicamente o caráter direitista e oportunista de partidos que tentam não só tomar o movimento para si, mas estrangulá-los. Pela mobilização de massas em torno do Fora Bolsonaro e Todos os Golpistas! 

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