Campanha de calúnias
A candidata petista representou a oposição contra a frente ampla golpista, que saiu vitoriosa nessas eleições
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Barcos com bandeiras de políticos na bacia do Pina, ao lado de favela de palafitas em Recife | Alexandre Gondim

Marília Arraes que concorreu à prefeitura de Recife foi a única candidata petista, de fato de esquerda, que chegou ao segundo turno e que tinha chances de ganhar, apesar de todos os ataques que sua candidatura sofreu, principalmente da frente ampla, mas também da ala dita à esquerda do próprio PT. Os ataques vieram de seu adversário, João Campos (PSB) e sua “Frente Popular”: PSB, PCdoB, PDT, MDB, PP, Rede, PV, PROS, AVANTE, Republicanos, PSD. A candidata petista representou verdadeira oposição contra a frente ampla golpista, que saiu vitoriosa nessas eleições, não só em Recife, mas na maioria dos municípios.

Sua candidatura apesar de ter sido apoiada pela base do PT e pelo ex-presidente Lula, teve que se impor dentro do partido, principalmente contra a ala direita, que pretendia submeter-se mais uma vez ao PSB, como nas eleições de 2018, quando cancelaram a sua candidatura a governadora para apoiar o Eduardo Campos do PSB. Humberto Costa (PT) defensor da frente ampla com os golpistas do PSB, além de contrário à sua candidatura, atacou-a diversas vezes, ao lado de João da Costa (PT) e Oscar Barreto (PT), como no caso das “críticas” por não usar as cores e símbolos tradicionais do PT.

A esquerda em geral se empenhou em sabotar a sua candidatura. Já no primeiro turno, a coligação de João Campos reunia o PCdoB, o PSB, o PDT e a Rede. Partidos como a UP, PCB e PSTU que apoiaram Boulos em SP desde o primeiro turno, não a apoiaram. O PSTU ainda chamou o voto nulo no segundo turno das eleições em Recife, se tornando um mais um dos apêndices da frente ampla. Na reta final do segundo turno das eleições municipais, Ciro Gomes (PDT), Flávio Dino, governador do Maranhão pelo PCdoB, e Marina Silva (Rede), gravaram depoimentos em defesa da candidatura de João Campos.

A guerra da frente ampla contra a candidata petista, teve o apoio irrestrito da justiça golpista e da grande mídia. A campanha de João Campos foi baseada em ataques ao PT e calúnias a candidata, com forte conotação de violência de gênero e de fundamentalismo religioso. Em uma de suas propagandas, por exemplo, dizia que a petista era contra o Prouni municipal e contra a bíblia, enquanto isso, abria processos contra “fake news”.

Na última semana de campanha, a justiça eleitoral determinou que a coligação Recife Cidade da Gente, liderada por Marília Arraes, retirasse do ar uma propaganda política que associava a campanha de João Campos a atos de machismo e desrespeito. A ação, que foi parcialmente aceita, foi proposta pela Frente Popular do Recife, que afirmou que a peça audiovisual contém “informações inverídicas, injuriosas e difamatórias”.

No vídeo, veiculado no horário eleitoral gratuito, uma apresentadora afirma entre outras coisas, que “quando quem está na frente é uma candidata mulher, o ataque é mais pesado, mais cruel, porque vem cheio de machismo e desrespeito“. Outro trecho fala: “o desespero do PSB, que hoje ataca Marília, atinge a honra de todas nós, mulheres”. A propaganda veiculada pela campanha de Marília se refere, principalmente, a campanhas veiculadas pela Frente Popular na televisão, contrárias à adversária petista, que foram extremamente agressivas e machistas.

Outro caso ainda mais espetaculoso foi a declaração da avó de João Campos, Ana Arraes, ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), que publicou nota acusando a petista de fascista por veicular “fake news” no programa eleitoral da candidata da última sexta-feira, dia 27 de novembro, de que seu neto a teria agredido.

Anteriormente, a justiça eleitoral havia decidido que o candidato João Campos poderia voltar a veicular parte de uma propaganda sobre a investigação por suposto uso de funcionários “fantasma” pela candidata Marília Arraes (PT) durante o mandato como vereadora, e também liberou a divulgação do áudio em que o deputado Túlio Gadelha (PDT) sugere a prática de “rachadinha” pela petista.

Todas essas manobras políticas, manipulações, ao lado da amplificação da política da frente ampla nas eleições municipais tiveram o objetivo claro de acabar com a polarização do PT versus bolsonarismo. A desculpa da maioria da esquerda, que se rendeu à “análise” da direita golpista, disfarçada de “centro” e até de esquerda, de que é preciso apoiá-la para derrotar Bolsonaro, funcionou para liquidar o PT de Lula, único candidato popular e operário capaz de derrotar a burguesia.

A vitória eleitoral de Marília Arraes seria uma vitória da ala lulista do PT. Então, a burguesia que está transformando o PT em um partido direitista e sem ligações com o movimento operário, bancou a frente ampla para acabar com o PT lulista, e não para combater o fascismo bolsonarista. A guerra da frente ampla contra a candidata petista de Pernambuco, não só teve êxito para manter a hegemonia do PSB no poder, mas serviu para mostrar como o PT está rachado internamente e isolado da burguesia. Contra a frente ampla, que defende os interesses da burguesia nacional e imperialista, só há um caminho: a mobilização dos trabalhadores do campo e da cidade pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas, e pela liberdade e candidatura do Lula para 2022.

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