Frente ampla não, frente contra o golpe sim

naom_5ac259d64bf14

Recentemente, Marcelo Freixo (PSOL) fez uma declaração defendendo uma frente ampla com vários setores, inclusive com partidos da direita golpista como o PSDB. Freixo também declarou que a esquerda deveria abandonar a reivindicação pela liberdade para Lula, criando assim um deslocamento para a direita e abraçando uma política de capitulação do golpe.

Já os irmãos Gomes (PDT) – Ciro e Cid – também falam de uma frente parlamentar, que a princípio o PT estaria fora. Nessa eleição Ciro Gomes teve um papel importante nas eleição que foi a de competir com o PT.  Ciro ganhou um espaço relevante com uma campanha demagógica que tinha como objetivo de atrapalhar o PT, revelando que Ciro também era um candidato dos golpistas. Ele foi o homem escalado pelos golpistas para legitimar a fraude das eleições.

A grande questão é: para que serve essa frente parlamentar se a mesma não mobiliza as bases? É preciso enfrentar a extrema direita através do movimento popular.

A única aliança que deve ser feita é aquela que vai enfrentar o golpe. O PT, a CUT, o MST precisão retomar a luta contra o golpe e ao contrário da declaração de Marcelo Freixo, colocar sim a liberdade do lula como pauta principal.  É preciso uma frente real que mobilize o povo. Somente a mobilização da classe trabalhadora poderá derrotar os golpistas e os tubarões do imperialismo.

Para isso é preciso criar comitês de luta contra golpe. Desenvolver nesses comitês ferramentas que organizem o ativismo classista.  A política de conciliação com os golpistas impede a mobilização da classe trabalhadora, fundamental para derrotar o golpe.  Por isso é preciso intensificar as ações dos comitês de luta. Organizar os comitês no trabalho, escolas e universidades multiplicando assim o seu trabalho.