Todos contra os servidores
A reunião foi articulada por Rodrigo Maia, para que Bolsonaro pudesse compartilhar com os governadores a responsabilidade pela ataque aos servidores
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Bolsonaro e Doria |

 

Em reunião por vídeoconferência no último dia 21 de maio, entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores, com a participação dos presidentes das casas legislativas do Congresso Nacional (Senado e Câmara de deputados) foi selado um grande acordo no estilo União Nacional que permitiu superar o “ clima de enfrentamento” anteriormente existente.

O presidente Bolsonaro confirmou a sanção do auxílio financeiro para os estados e municípios aprovada no Congresso. Na reunião em clima de pacificação, Bolsonaro, escudado por Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), selou o pacto de ajuda financeira com os governadores, inclusive os da oposição. Entretanto, grande fiador de tão pomposa harmonia entre as autoridades da República não estava na reunião, o servidor público.

A reunião foi articulada por Rodrigo Maia, para que Bolsonaro pudesse compartilhar com os governadores a responsabilidade pela aprovação do projeto de ajuda aos estados e municípios, com o veto na exclusão de diversas categorias do serviço público no congelamento.

Dessa forma, os servidores públicos que em alguns casos não tiveram aumento nos últimos anos, terão seus salários congelados até dezembro 2021. Bolsonaro, seguindo a orientação do Ministro da Economia Paulo Guedes, afirmou;

“Nesse momento difícil que o trabalhador enfrenta – alguns perderam seus empregos, outros tendo salário reduzido, os informais que foram duramente atingidos nesse momento – buscar maneiras de, ao restringirmos alguma coisa [o reajuste salarial] até 31 de dezembro do ano que vem – isso tem a ver com servidor público da União, Estados e municípios – nós possamos vencer essa crise”(…) “O governo federal, ao lado aqui dos presidentes da Câmara e do Senado, se Deus quiser sancionará hoje mesmo esse projeto, com vetos, os quais, segundo nosso entendimento e com toda a certeza da maioria senão totalidade dos senhores governadores, deve ser mantido. Isso é bom para todos nós”, Fonte: https://economia.ig.com.br/2020-05-21/salario-de-servidores-devera-ser-congelado-ate-o-fim-de-2021-apos-acordo.html

A fala do presidente é uma completa falácia, o ataque contra os servidores não visa “vencer nenhuma crise”, mas tão somente sacrificar os salários dos servidores, enquanto os grandes grupos capitalistas recebem volumosos recursos públicos.

De qualquer forma, fica a questão: cadê o “enfrentamento contra Bolsonaro” dos “novos heróis” do povo, como os governadores de direita? Certamente que em lugar nenhum, pois os então “opositores” “defensores da vida”, simplesmente se uniram com Bolsonaro para atacar os servidores públicos.

Nenhuma novidade neste caso, uma vez que os governadores já exercitam cotidianamente como prática governamental um ataque constante contra os servidores.

Os supostos “embates” entre os governadores de direita e Bolsonaro, e entre Rodrigo Maia e Bolsonaro renderam muita tinta na imprensa e acalantaram os sonhos da esquerda oportunista por uma ampliação da “ frente ampla”, mas como toda farsa tem seus dias contados, inclusive nem se esperou por muito tempo.

Na primeira reunião com os governadores, cerca de um mês atrás, um dos mais exaltados era o “novo herói” João Dória, governador de São Paulo, que bateu boca em vídeoconferência com Bolsonaro. O acontecimento rendeu a consagração de Dória pela esquerda “frente ampla” como o símbolo da “resistência da “direita civilizada” contra o troglodita Bolsonaro. Para reforçar esta versão que João Dória era seu principal desafeto, uma semana atrás, o próprio presidente Bolsonaro em reunião com os empresários em Brasília, declarou “guerra” aos governadores e elegeu Dória como “inimigo”.

Pois bem, após a “retomada do namoro” com Rodrigo Maia, Bolsonaro fez declarações do estabelecimento da unidade com os governadores, sendo que o governador Dória declarou a “paz” com Bolsonaro.

“Vamos em paz, presidente, vamos pelo Brasil e vamos juntos. É o melhor caminho e é a melhor forma de vencer a pandemia”, disse o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Fonte: www.correiobraziliense.com.br/ planalto-congresso-e-estados-selam-congelamento-de-salario-de-servido.

Possivelmente, em breve poderemos ter o retorno de novos “embates” entre os governadores e Bolsonaro, sobretudo devido o agravamento da crise política do governo, ainda mais que a política geral da burguesia é reciclar seus representantes tradicionais. Entretanto, a esquerda e sobretudo as organizações dos trabalhadores não podem se esquecer que existe uma profunda unidade da direita “civilizada” com a extrema-direita quando se trata de retirar direitos e atacar os trabalhadores. Essa união para congelar os salários dos servidores é um exemplo concreto da frente ampla contra o povo.

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