“Frente ampla”
Em mais uma aliança com a direita golpista, psolista declara apoio ao empresário Armed Rio
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Anúncio de propaganda de Freixo com candidato do Cidadania | Foto: Reprodução

O deputado Marcelo Freixo, do PSOL, publicou, recentemente, um vídeo declarando apoio a um candidato a vereador no Rio de Janeiro do partido Cidadania, que apoiou o golpe de 2016. O candidato Armed Rio, como diz o próprio Freixo, é um empresário do setor de bares e restaurantes — segundo ele, “o que mais gera empregos”. Este apoio aberto a um partido da direita golpista escancara a política direitista de Freixo e do próprio PSOL em defesa da “frente ampla”, que no Rio de Janeiro se manifesta no apoio ao candidato do DEM, o partido da ditadura militar, Eduardo Paes.

O histórico de Freixo deixa claro que este apoio ao candidato empresário não é um ponto fora da curva, mas a sua política tradicional. Há, por exemplo, o caso do candidato Wesley Teixeira, que recebeu financiamento de dois banqueiros diferentes e foi defendido com unhas e dentes por Freixo, que chegou a ameaçar sair do partido caso alguma sanção fosse realizada. Além disso, ele disse com orgulho que ele próprio recebeu dinheiro da empresa Natura em uma de suas campanhas, mesmo com o estatuto do PSOL proibindo esse tipo de doação.

Nos últimos anos, Freixo também deixou claro sua política direitista com apoios constantes a polícia militar. O deputado apoiou as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs), projeto de invasão e ocupação das favelas do Rio de Janeiro pela PM assassina. Em 2019 a polícia assassinou a sangue frio um jovem na Ponte Rio Niterói em uma situação completamente sobre controle. O ex-governador fascista Witzel pousou de helicóptero na própria ponte e comemorou o assassinato como se fosse a vitória de uma final de futebol. Freixo, na ocasião, disse que o erro foi a comemoração, e não o próprio assassinato, que teria sido “técnico”.

Durante toda a luta pela liberdade de Lula contra o golpe de Estado, Freixo, e todo o PSOL, constamente declarava que esta não deveria ser uma pauta da esquerda, tentando abafar o ímpeto popular nas manifestações, alegando que não deveria se falar de Lula em atos que não fossem especificamente convocados para isso. Freixo também deu sua declaração infame de que “Lula livre” não unificaria as lutas, mas apesar disso, logo após o ex-presidente ser solto da prisão, ele apareceu ao seu lado no carro de som em São Bernardo mesmo sem ter movido um dedo na luta pela sua liberdade.

A adaptação ao regime golpista de Freixo se materializa no seu enorme apoio à “frente ampla”, isto é, frente com os setores que derem o golpe de Estado contra a presidenta Dilma em uma suposta oposição ao bolsonarismo. Ele que era o candidato mais popular da esquerda carioca sendo o segundo mais votado em 2012 e, tendo ido ao segundo turno da eleição a prefeitura em 2016, abdicou de sua candidatura com a desculpa esdrúxula de desunião da esquerda. A realidade é que Freixo esta apoiando a campanha de Eduardo Paes do DEM contra bispo Crivella apoiado por Bolsonaro.

O PSOL, para não escancarar seu apoio a direita golpista ,lançou uma candidata desconhecida boicotada pelos principais nomes do partido no Rio de Janeiro e sem nenhuma chance de vencer. Mas mesmo como a manobra demagógica ainda conseguiram aplicar uma política ultra direitista escolhendo um ex chefe da PM mais assassina do Brasil como vice candidato a prefeito, o coronel Íbis Ribeiro, que apoiou a intervenção militar do Rio de Janeiro em 2018 e é contra a dissolução da polícia militar.

O candidato apoiado por Freixo é Armed Nemr Rio, empresário há 30 anos e ex-diretor da CADEG o centro de distribuição de alimentos do Rio. Armed declarou em entrevista que apoia as “parcerias público privadas”, também considera que a carga tributária para os empresários é muito alta, suas demais propostas de governo são em defesa dos empresários que devem ser valorizados porque supostamente geram empregos. Essa propaganda fajuta feita pela direita de que os parasitas que lucram em cima da exploração dos trabalhadores geram empregos foi adotada por Freixo que em seu vídeo em defesa de Armed afirma que ele trabalha no setor que mais emprega no Rio de Janeiro.

O partido de Armed o Cidadania é um partido da burguesia, uma anexo do PSDB, que apoiou o golpe de Estado de 2016 contra a presidenta Dilma. Freixo em sua propaganda alega que esta pedindo votos aqueles que não pretendem votar no PSOL mas estão a procura de candidatos. Um comportamento um tanto estranho para a figura mais importante do partido no Rio de Janeiro que em situações normais deveria estar convencendo as pessoas de que o PSOL tem um programa que vale a pena ser apoiado. Mas como vemos acima o boicote ao próprio partido não acontece só neste caso, a própria Renata Souza, candidata a prefeita do partido recebe pouquíssimo apoio de Freixo.

Toda esta trajetória política de Freixo mostra uma total adaptação a política da burguesia, que se manifesta na frente ampla com os golpistas. Esta que tem como um dos principais apoios na esquerda o PSOL e tem justamente um de seus maiores proponentes o próprio Freixo. Apoios à candidatos da direita, defesa de doações de banqueiros e empresários à candidatos, alianças com a PM e alianças com o centrão golpista são política que não devem ser adotadas pela esquerda em hipótese e alguma. A política que deve ser defendida é de uma frente apenas das organizações de esquerda contra o golpe de Estado, pelo fora Bolsonaro e por novas eleições com Lula candidato.

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