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Frente ampla

Freixo defende entrada do PSOL no bloco de oposição a Bolsonaro

Em carta, o parlamentar do PSOL pede que o partido "demonstre maturidade e fortaleça o bloco" com golpistas da direita centrista

Tempo de Leitura: 3 Minutos

Aliança de Freixo com a direita é antiga – Foto: Reprodução

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247 – O deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) defendeu nesta segunda-feira (21) que o PSOL adira ao bloco de 11 partidos, de esquerda e de direita, que reuniram para derrotar o candidato de Jair Bolsonaro à presidência da Câmara, Arthur Lira (PP)

Em carta divulgada, Freixo lembra que ainda não há candidatura definida, e defendeu a importância do PSOL integrar este bloco suprapartidário.

“É preciso ter a clareza de que a eleição de 2022 começa agora, com a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados e do Senado. Por isso é muito importante que o PSOL, um partido fundamental na defesa da democracia dentro e fora do Parlamento, demonstre maturidade e fortaleça o bloco democrático que está sendo construído para enfrentar Bolsonaro”, escreveu Freixo.

Também nesta segunda-feira, os partidos PT, PCdoB, PDT e PSB divulgaram um manifesto em que apresentam 10 pontos fundamentais que defenderão na eleição da Mesa Diretora da Câmara.

Leia, abaixo, a carta de Marcelo Freixo “em defesa do ingresso do PSOL no Bloco Democrático na Câmara”:

A bancada do PSOL está debatendo internamente sobre o ingresso no bloco democrático para disputar a presidência da Câmara e deter o avanço do bolsonarismo no Parlamento. Tenho profundo respeito por essa discussão, da qual tenho participado ativamente e me posicionado a favor da entrada do partido para fortalecer essa coalizão.

O PSOL tem a tradição de lançar candidaturas próprias à presidência da Câmara dos Deputados. Respeito essa tradição e tenho a convicção de que ela foi acertada em todas as eleições anteriores à que acontecerá em fevereiro de 2021. Inclusive, eu concorri com Rodrigo Maia ao posto de presidente em 2019, com o apoio do PT.

Dois anos se passaram desde então, estamos chegando à metade do governo Bolsonaro e a democracia brasileira não é a mesma de fevereiro de 2019. Ameaças golpistas com pedidos de fechamento do Congresso Nacional e do STF endossadas pelo presidente; violência e disseminação de fake news contra opositores sendo operadas dentro do Palácio do Planalto; políticas armamentistas que fortalecem a ação do crime organizado e a sabotagem negacionista no enfrentamento à pandemia, que já matou quase 200 mil pessoas, são exemplos do que está em jogo: a sobrevivência dos brasileiros, da República e do Estado de Direito.

Há enormes diferenças entre as forças que compõe essa coalizão, e essa união não tem a pretensão de eliminá-las. Nós temos e manteremos nossas concepções distintas sobre política, economia, cultura e o papel do Estado e sua relação com a sociedade. Entretanto, existe algo em comum que nos une e é muito maior do que as nossas diferenças: a crença nos valores do Estado Democrático de Direito e a certeza de que é nosso compromisso defendê-lo diante das ameaças explícitas do presidente da República.

O bloco está sendo formado e não há uma candidatura pré-definida. Essa escolha será debatida, assim como será discutido um programa comum, que deve dialogar com pautas históricas do PSOL no parlamento: combate às desigualdades, fortalecimento do SUS, proteção das instituições democráticas, defesa dos Direitos Humanos e preservação do Meio Ambiente.

Bolsonaro entende a importância que os embates políticos dentro do Congresso Nacional terão até a eleição de 2022, tanto que está distribuindo emendas e negociando cargos para tentar interferir no pleito. Ele inclusive já sinalizou publicamente que o próximo presidente, se for alinhado ao Planalto, deverá pautar projetos como a excludente de ilicitude, que nós derrotamos em 2019 ao retirá-la do pacote do ex-ministro Sergio Moro.

Nós democratas temos o dever histórico de impedir a reeleição de Bolsonaro em 2022. E derrotá-lo na disputa para a presidência da Câmara dos Deputados é etapa fundamental nessa caminhada.

É preciso ter a clareza de que a eleição de 2022 começa agora, com a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados e do Senado. Por isso é muito importante que o PSOL, um partido fundamental na defesa da democracia dentro e fora do Parlamento, demonstre maturidade e fortaleça o bloco democrático que está sendo construído para enfrentar Bolsonaro.

Diante das graves ameaças à vida dos brasileiros e à democracia, a nossa prioridade precisa ser aquilo que nos une, não o que nos separa.

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