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O deputado federal pelo PSOL-RJ, Marcelo Freixo, veio a público esta semana para avalizar a ação da PM do Rio de Janeiro no caso do sequestrador do ônibus. Sua política foi no sentido de encontrar um ponto em comum com a extrema-direita bolsonarista, pois encontra justificativa para mais um assassinato policial em nome da segurança pública. 

Vamos aos fatos do caso: um jovem, negro, tomou um ônibus com 37 pessoas de refém usando uma arma que depois descobriu-se ser uma arma de brinquedo. Uma testemunha do caso disse que o sequestrador a todo mundo repetia que não pretendia machucar ninguém, que apenas almejava “entrar para a história”.

O mesmo sequestrador portava consigo um rádio, sua frequência estava escrita do lado de fora do ônibus, para que a PM pudesse contatá-lo de lá de dentro. Willian Augusto, 20, como era o nome do sequestrador assassinado pela PM, disse à PM repetidas vezes para que tomassem cuidado para não ferir nenhum dos que ocupavam o ônibus.

Ele chegou a se render, sair do ônibus, arremessar um casaco e ao tentar voltar para dentro do ônibus, sabe-se lá para quê, foi alvejado seis vezes por atiradores de elite.

Com estes dados podemos concluir, sem nenhum conhecimento de perito, de que não tratamos com um criminoso comum, que ele não demonstrava agressividade, permitiu que os passageiros mantivessem os telefones para se comunicar com os familiares, talvez fosse uma pessoa profundamente perturbada. A PM não estava encurralada ao tomar a decisão de matar a sangue frio Willian, ela tomou a decisão, opcional, de tirar uma vida.

O governador Wilson Witzel, o governador da bancada da bala, a bancada de assassinos pagos com dinheiro público, os chamados policiais e militares, comemorou a ação da PM, afinal, apenas a extrema-direita comemora um assassinato feito desta forma.

A comemoração da extrema-direita espanta as pessoas que não a conhecem, mas Marcelo Freixo, do Partido Socialismo e Liberdade, dizer que a PM estava certa, tendo tempo hábil para pensar no assunto, avaliar os dados, como fizemos nesta coluna, isso espanta a todos.

O que levou uma pretenso esquerdista como Freixo a defender um assassinato a sangue frio? Simplesmente duas coisas: a eleição da prefeitura do Rio em 2020, e a ideia, mal concebida, de que essa política carniceira da direita traz prestígio junto à opinião pública.

Bem, muitos se perguntam se alguém mataria por um cargo político, acabamos de ver que Marcelo Freixo é capaz de avalizar um assassinato a sangue frio por um.