Franco-atiradores do Rio: morador de favela é morto com tiro que veio do alto

manguinhos

Da redação – Por mais absurdas que pareceram as propostas eleitorais quando foi “eleito” de maneira fraudulenta, do atual governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, elas estão de fato sendo colocadas em ação quando se trata de reprimir a população na periferia da capital carioca.

Após denúncias de moradores de Manguinhos, favela da Zona Norte do Rio, o Ministério Público e a Polícia Civil passaram a investigar disparos feitos por franco-atiradores (snipers)vindos do alto da torre da Cidade da Polícia. Testemunhas dos acontecimentos disseram que os tiros partiram da construção, e o laudo médico de Rômulo Martins Júnior, uma das vítimas fatais dos snipers, revelou que o tiro que o matou veio do alto. Rômulo apenas passava no local indo em direção ao mecânico onde deixaria a moto que estacionava quando foi alvejado.

As justificativas para o assustador número de homicídios cometidos pela polícia são as mesmas de sempre: as vítimas portavam armas ou drogas, atacaram os policiais, faziam parte do tráfico, etc, situações que de forma alguma justificariam tamanha chacina. Mas o que os recentes acontecimentos pós-golpe deixaram claro, com o aumento da repressão, é que o braço armado do governo golpista de extrema-direita tem licença para matar qualquer um e quantos forem necessários para conter a população mais oprimida.

É um escárnio que o trabalhador pobre, de maioria negra, esteja sendo usado de alvo pela polícia fascista de Witzel, cuja repressão vem aumentando exponencialmente desde a intervenção militar na cidade, e agora principalmente com esse governo que incentiva a matança. A violência policial fica cada vez mais evidente com o avanço do golpe e assim deixa claro a única saída perante as chocantes cenas, que é a dissolução de todo o aparato policialesco da burguesia.