Movimento de massas
Em todo o país, foram registrados 27 protestos, reunindo mais de 600 mil manifestantes
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Mais de 370 mil saíram às ruas de Paris. Foto: France Bleu |

Da redação – De acordo com a Central Geral do Trabalho (CGT), 370 mil pessoas saíram às ruas de Paris nesta quinta-feira (09) para protestar em uma nova jornada grevista contra a reforma da previdência proposta pelo governo francês, encabeçado pelo fantoche dos banqueiros, o presidente Emmanuel Macron.

Em todo o país, foram registrados 27 protestos, reunindo mais de 600 mil manifestantes, conforme os sindicatos. Esse é o 36º dia de greve continuada de diversas categorias de trabalhadores franceses.  Hoje, os professores tomaram o protagonismo dos atos e tiveram a adesão das enfermeiras e advogados.

Dezenas de escolas ficaram fechadas e mais de um terço dos professores não foi trabalhar hoje. Além disso, os transportes, principalmente as ferrovias, também paralisaram. Os ferroviários têm sido um setor na vanguarda da greve, demonstrando que o movimento operário francês inicia uma ascensão jamais vista desde 1968. Os aeroviários também ameaçam impedir o funcionamento integral dos aeroportos da França.

A greve continuada contra a reforma da previdência dura desde o início de dezembro. A população francesa tem demonstrado um forte apoio aos grevistas, com diversas declarações dos cidadãos à imprensa de suporte à greve e de que apesar das paralisações nos transportes e afetações nas compras de Natal, os grevistas estão corretos e não causam transtorno.

Segundo a Rádio France International, milhares de franceses já contribuíram com as vaquinhas dos sindicatos para financiar o fundo de greve, a fim de compensar as perdas salariais dos trabalhadores paralisados. A vaquinha da CGT já arrecadou 2 milhões de euros desde o início da greve, comprovando a popularidade do movimento e a força do movimento operário francês.

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