Fracasso do governo Bolsonaro: desemprego sobe no mês de janeiro

farol

Desde o golpe de Estado que derrubou Dilma Rousseff, o desemprego continua subindo, o número atualizado é de 12,7 milhões de trabalhadores desempregados.

Segundo o dogma neoliberal defendido pelo ministro da economia Paulo Guedes, retirar os direitos dos trabalhadores, como já fez o presidente golpista Michel Temer, como prevê a proposta da CLT verde e amarelo do governo fraudulento de Jair Bolsonaro, acabar com férias remuneradas e o 13° salário, entre outras coisas, são ações que gerariam empregos porque, com menos encargos, os patrões conseguiriam retomar o investimento, portanto, abrir novos postos de trabalho. Mas, na prática, não é o que estamos vendo, o que vemos é o aumento contínuo do desemprego e a paralisia da economia, e com isso sobe o número de moradores de ruas e a informalidade explode, o que pode ser visto nas dezenas de adultos, também de crianças, vendendo água, bala, chocolate, limpando para-brisas dos carros, etc. nos faróis e nas ruas das grandes cidades.

As medidas propostas por Paulo Guedes atacam a vida dos trabalhadores com a retirada de direitos e destruição da previdência, só vão piorar a situação. A imprensa burguesa dizia que a chegada de Bolsonaro na presidência animaria o mercado e traria confiança aos investidores, no entanto, a realidade é que o cenário econômico é sombrio sob o governo neoliberal e capacho do imperialismo. Este governo que foi eleito através de uma fraude eleitoral, não tem programa e não demonstra possuir nenhum projeto de retomada econômica que anime a burguesia, o que vemos nesse momento é apenas uma agenda de venda das riquezas do nosso país e ataque aos poucos direitos que os trabalhadores possuem. Os golpistas estão sempre dando uma desculpa para aumentar a exploração do trabalhador, privatizar, cortar investimentos e retirar direitos fundamentais. Dessa vez a desculpa é a de que existe um “rombo” na previdência.

Em 2016 foi dado um golpe de Estado contra a presidenta eleita democraticamente Dilma Rousseff, que começou em 2014 com toda a oposição e massacre dos meios de comunicação ao seu governo, o que resultou no esquartejamento da economia, que foi se acentuando ao longo do governo golpista de Temer, que não possuía outro objetivo além de retirar direitos e privatizar tudo que fosse possível, e que, como já está acontecendo, só vai piorar no governo fascista de Bolsonaro.

Inclusive temos um exemplo de como toda a campanha da imprensa golpista sempre foi uma farsa: a Ford, em São Bernardo do Campo, anunciou que irá fechar as portas, deixando assim, entre diretos e indiretos, em torno de 25 mil trabalhadores desempregados. Este é exemplo de um governo que é inimigo do trabalhador, pois não intervém em favor da classe trabalhadora e tem como marca a extinção de um único ministério: O ministério do trabalho. Um governo em que seus membros constantemente demostram desejo de acabar, também, com a justiça do trabalho. Tudo isso acontece junto com o cercamento dos sindicatos que hoje estão sob a tutela do golpista Sérgio Moro, que condenou e prendeu o ex-presidente Lula sem provas para retirá-lo da eleição e hoje é ministro de Bolsonaro.

Os trabalhadores devem exigir seus direitos e combater o desemprego, como uma jornada de trabalho de 35 anos sem redução salarial, uma reforma da previdência com mais direitos para a classe operária, liberação de vagas para os jovens, ou seja, que os trabalhadores possam se aposentar e com uma aposentadoria integral. Só reivindicando esses direitos é que os empregos irão ser gerados, não com a política recessiva e miserável dos neoliberais.

A proposta do PCO é que homens e mulheres se aposentem no máximo aos 55 anos e tenham direito a aposentadoria integral ao completarem 25 anos de contribuição para mulheres e 30 anos de contribuição para homens.

Nenhuma reforma ou negociação deve ser aceita com esse governo que é resultado de uma fraude eleitoral, o PCO não reconhece o governo Bolsonaro. Fora Bolsonaro e todos os golpistas!