Foto: Doria provou que o PSDB também é a favor do golpe militar

dorialckmin

Deputado Estadual de São Paulo, Cauê Macris do PSDB, divulgou uma foto em seu instagram de um encontro que ele teve na quarta-feira com o vice na chapa de Jair Bolsonaro, o General Hamilton Mourão do PRTB. Além deles dois, também estiveram presentes o presidente do PRTB, Levy Fidelix, um elemento de extrema-direita candidato à presidência pelo partido em 2014, o atual candidato ao governo de São Paulo e ex-prefeito da capital paulista João Doria, também do PSDB.

Na legenda da foto está escrito “Hoje recebemos o apoio do General Mourão, candidato a vice presidente do @jairmessiasbolsonaro para a campanha do @jdoriajr ao governo do estado #acelera #bolsodória“. A campanha #Bolsodoria está sendo estimulada pelo próprio João Doria, demonstrando o apoio de um partido supostamente democrático à candidatura de extrema-direita de Bolsonaro. Além disso, fica óbvio o apoio do PSDB ao Bolsonaro em Minas Gerais, onde o candidato tucano ao governo do estado, Antônio Anastasia, está procurando o apoio dos eleitores bolsonaristas para sua campanha.

Ao que tudo indica, pelo fato de Bolsonaro não ter recebido Dória para construir uma aliança, o candidato do PSL (partido de Bolsonaro) no estado de São Paulo seria Márcio França (PSB), atual governador, e ex-vice de Geraldo Alckmin, também do PSDB. Fica claro então, a relação íntima existente entre setores tradicionais da burguesia e os políticos de extrema-direita.

Na época do golpe contra Dilma Rousseff, a campanha que foi liderada pelo PSDB, teve como militância mais ferrenha justamente os bolsonaristas e o resto da extrema-direita; como os apoiadores da monarquia, os neonazistas, os Carecas do ABC e assim por diante.

Este fato serve como prova de que esta suposta dicotomia entre democracia (burguesa) e fascismo não existe de fato, sendo fascismo a extrema-direita estimulados pela própria burguesia para combater a esquerda e o movimento operário.

Fica claro também que, na chapa Bolsonaro-Mourão, o candidato mais alinhado com a política dos principais setores da burguesia golpista não é o Bolsonaro, mas o próprio General Mourão, que na época em que a burguesia não estava unificada em torno do atual deputado federal, fazia uma sabotagem interna dentro da própria campanha para tentar deslocar votos do Bolsonaro para um candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, tendo então o mesmo objetivo que o movimento #EleNão.

Disto se tira a conclusão que a diferença entre Jair Messias Bolsonaro e João Doria, mas também outros setores da burguesia, não existe muita diferença ideológica; pois o General com quem os políticos do PSDB tiraram fotos é um indivíduo que prega a inferioridade dos povos que formaram a etnia brasileira, dos negros, dos índios, mas também da mulher.

Não é uma conclusão difícil de se tirar já que isso ficou muito claro durante o período em que Dória foi prefeito de São Paulo.

Durante sua administração da capital paulista, João Dória se destacou pelos imensos ataques que realizou contra a população, adotando não só uma política de sucateamento dos serviços públicos e de ataques à cultura popular, mas também com uma política totalmente higienista contra os pobres, os negros, os moradores de rua e outros setores marginalizados na sociedade.

Doria cortou verbas da cultura; atacou o futebol, com os ataques às torcidas organizadas e iniciando o processo de privatização do Pacaembu; fechou grupos tradicionais da cultura popular paulista; atacou o carnaval, com uma brutal repressão; deu ração de comida estragada para moradores de rua, dizendo que eles não precisavam de qualidade alimentar; iniciou uma política de total repressão aos moradores de rua, espancando-os e jogando água gelada neles em plena madrugada fria de São Paulo; destruiu prédios com gente dentro; reprimiu os moradores da cracolândia; isso apenas para listar algumas das atrocidades que o ex-prefeito cometeu contra a população paulista.

Fica então bem claro que o PSDB é uma versão maquiada da própria extrema-direita bolsonarista. E por isso, pessoas como João Dória, que nunca se deram nem o trabalho de esconder o ódio que têm pela população estão saindo do armário para declarar voto em Bolsonaro. A esquerda favorável ao voto útil deve ter isto em mente quando apoiam um candidato da direita para “barrar” a extrema-direita, pois muitas vezes estarão votando em um candidato com a mesma política, sendo que disfarçada.